Em biografia, Michelle Obama conta que ouviu de professora que ‘não era do tipo das universidades de elite’

  • Por Jovem Pan
  • 16/11/2018 14h07 - Atualizado em 16/11/2018 15h07
Callie Shell/Aurora PhotosMichelle descansa ao lado do marido, Barack Obama, durante campanha

O mundo conheceu Michelle Obama por oito anos como a primeira-dama dos Estados Unidos e ficou sabendo um pouco sobre sua vida e sua relação com o então presidente, Barack Obama. Mas ela pretende mudar todas essas percepções e detalhar suas experiências na nova biografia, “Minha história”,  lançada nessa semana no Brasil pela editora Objetiva, braço editoral da Companhia das Letras.

No livro, Michelle revela, por exemplo, que logo em seus primeiros passos profissionais teve que aprender a afastar os “céticos” que não acreditavam em sua “capacidade” de chegar aonde queria, ou seja, ser uma mulher “bem-sucedida”. Ao ingressar na Universidade de Princeton, ela, que foi uma das primeiras alunas afro-americanas na faculdade, ouviu de sua orientadora que “não era do tipo das universidades de elite”.

Não seguindo a orientação, ela se formou em direito em Harvard (Uma das faculdades mais renomadas do mundo e considerada uma ‘universidade de elite’) e trabalhou como advogada associada de uma das maiores firmas de advocacia de Chicago, onde conheceu um jovem advogado chamado Barack Obama, um “unicórnio”, nas palavras dela, que se tornaria o amor de sua vida e o 44º presidente dos Estados Unidos.

No livro há também passagens emocionantes na qual a primeira-dama fala sobre a família: sua mãe, Marian Robinson, que estimulou seu “senso de independência”; seu pai, Fraser, cuja coragem silenciosa em lutar com uma esclerose múltipla, que o levou a morte anos depois, impactou profundamente a vida de Michelle; e seu irmão, Craig, que foi “protetor, mentor e amigo”.

A morte do pai, relatada no livro, assim como a perda de uma grande amiga da faculdade fez Michelle mudar de uma pessoa sistemática para uma pessoa disposta “a dar uma guinada” e assumir uma nova carreira no serviço público.

Michelle faz questão de apagar o esteriótipo de “casal perfeito” que ela e Barack construíram, de forma indireta, ao longo dos oito anos morando na Casa Branca e revela que ambos tiveram dificuldades em ter filhos e passaram por “crises no casamento” que levaram os dois a fazer terapia de casal.

O susto que sentiu ao perceber que não era mais uma cidadã comum, e sim a primeira-dama americana da noite para o dia é contado em detalhes no manuscrito, assim como, a mudança para a casa mais importante e mais segura do mundo, o impacto disso para suas filhas que tiveram que abdicar “de suas vidas, de sua escola e de seus amigos” para um mundo totalmente novo e “sem privacidade”. A partir daquele momento elas não eram somente pessoas públicas, mas faziam parte da família mais importante do mundo.

“O que importa não é a perfeição”, diz. “O que importa não é o destino final. Há poder em se fazer conhecer e ouvir, em ter sua própria história, em usar sua voz autêntica. E há beleza em se dispor a conhecer e ouvir os outros. Para mim, é assim que construímos nossa história”.

O livro da ex-primeira-dama já está à venda em todo o país.