Embaixador dos EUA na ONU confirma ataque do Irã a navio chinês em Ormuz

Segundo o jornal Caixin, esta é a primeira vez que um navio da China é atingido por disparos iranianos desde o início do conflito

  • Por Jovem Pan
  • 07/05/2026 20h52 - Atualizado em 07/05/2026 22h38
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Foto por GIUSEPPE CACACE / AFP Navios-tanque são vistos no Terminal de Contêineres de Khor Fakkan, o único porto natural de águas profundas da região e um dos principais portos de contêineres do Emirado de Sharjah, ao longo do Estreito de Ormuz, uma hidrovia por onde passa um quinto da produção global de petróleo, em 23 de junho de 2025. Os militares dos EUA disseram que iniciariam um bloqueio a todos os portos iranianos em 13 de abril de 2026, após o colapso das negociações entre os lados em guerra no Paquistão, com o presidente dos EUA culpando a recusa do Irã em abandonar suas ambições nucleares. Navios no Estreito de Ormuz

O embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, publicou em suas redes sociais, na noite desta quinta-feira (7), que um navio-tanque de produtos refinados de propriedade chinesa foi atingido pelo Irã na segunda-feira (4) no Estreito de Ormuz.

A informação do ataque foi divulgada pelo veículo de comunicação chinês Caixin. Segundo o jornal, esta é a primeira vez que um navio chinês é atingido por disparos iranianos desde o início do conflito. A embarcação, que ostentava a inscrição “proprietário e tripulação chineses”, foi mesmo assim alvejada.

No mesmo dia, o presidente Donald Trump, lançou um plano dos EUA para ajudar embarcações encalhadas e suspendeu um dia depois.

O tráfego por meio do estreito vital, por onde passam 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás, está praticamente paralisado desde o início do conflito com o Irã, em 28 de fevereiro.

 

Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, operando como a fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. No jargão geopolítico e financeiro, a região é classificada como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam por suas águas diariamente, volume que equivale a cerca de 20% do consumo global da commodity. Entender a geografia e o xadrez político dessa rota é essencial para explicar por que um possível fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã pode causar um colapso na economia global.

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