Estado Islâmico reivindica autoria de ataque que matou quatro na Áustria; polícia prende suspeitos

Segundo analista antirerrorismo Rita Katz, o nome do autor também foi confirmado. Mesmo com o nível de segurança alto em Vienna, o Ministro do Interior da Áustria, Karl nehammer, disse que evidências não indicam a existência de um segundo autor

  • Por Jovem Pan
  • 03/11/2020 17h14
Reprodução/Twitter/pmbreakingnewsAlém das vítimas fatais, 15 pessoas ficaram feridas, sendo sete em estado grave.

O Estado Islâmico reivindicou na tarde desta terça-feira, 3, a autoria do ataque que deixou ao menos quatro pessoas mortas em Viena, na Áustria, na noite desta segunda, 2. Segundo a analista antiterrorismo Rita Katz, o comunicado oficial foi confirmado junto ao nome do autor do crime: o albanês Abu Dujana al-Albani, que foi identificado como um “soldado do califado”. Além das quatro mortes, o ataque deixou 15 feridos, sendo sete em estado grave.  Depois do atentado, a polícia de Viena prendeu 14 suspeitos de forma provisória. Eles seriam familiares e pessoas próximas ao autor do ataque.

Em seu Twitter, Karl Nehammer, Ministro do Interior da Áustria, lamentou o caso, informando que foram realizadas 18 buscas em residências e que 14 suspeitos foram presos. Nehammer também disse que a rápida “incapacitação” de al-Albani impediu que mais pessoas morressem. Ele afirmou, ainda, que as evidências coletadas pelas autoridades não indicam a existência de um segundo atirador.

Depois do ataque, Viena aumentou seus níveis de segurança, visando evitar um possível novo atentado. Outros países da Europa agiram da mesma forma. O Reino Unido, por exemplo, aumentou o nível de alerta de “substancial” para “severo”, pedindo para que a polícia seja acionada caso ações suspeitas sejam flagradas pela população. Apesar do aumento, os britânicos não chegaram no nível máximo, chamado de “crítico”.

Segundo a polícia da Áustria, vários tiros foram disparados depois das 20h (horário local). Moradores de Viena disseram que os homens estavam fortemente armados e teriam atacado uma região próxima à uma sinagoga na capital.