Estados Unidos marcam reunião em Roma para pressionar a China a não ajudar a Rússia

Após imporem uma série de sanções a Moscou, americanos não querem que Pequim ofereça suporte econômico ou material ao governo de Vladimir Putin

  • Por Jovem Pan
  • 13/03/2022 14h29
Saul Loeb/AFP - 11/02/2022 O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan Jake Sullivan é conselheiro de segurança nacional do presidente Joe Biden

A Casa Branca anunciou que autoridades americanas e chinesas se reunirão em Roma nesta segunda-feira, 14, para discutir a Guerra da Ucrânia. Os americanos querem alertar Pequim que enfrentará “consequências” se ajudar a Rússia a evitar as sanções ocidentais impostas desde a invasão. Jake Sullivan, conselheiro de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reunirá com Yang Jiechi, principal funcionário diplomático do Partido Comunista Chinês. Os dois líderes e suas respectivas equipes “discutirão os esforços em andamento para gerenciar a competição entre os dois países e o impacto da guerra da Rússia contra a Ucrânia na segurança regional e global”, disse Emily Horne, porta-voz do Conselho de Segurança Interna da Casa Branca, em um comunicado.

Pequim não condenou diretamente a invasão da Ucrânia por Moscou e culpou repetidamente a “expansão para o leste” da Otan pelo agravamento das tensões entre Kiev e Moscou, uma das principais demandas do presidente russo Vladimir Putin. “Estamos monitorando de perto até que ponto a China fornece, de uma forma ou de outra, assistência à Rússia, seja material ou econômica”, disse Jake Sullivan. “É uma preocupação para nós e deixamos claro para Pequim que não ficaremos de braços cruzados e não deixaremos nenhum país compensar as perdas da Rússia devido às sanções econômicas”, impostas desde o início da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, acrescentou. “Haverá consequências absolutas no caso de ações significativas destinadas a contornar as sanções.” Segundo o governo americano, as conversas marcadas para segunda-feira na Itália “fazem parte dos esforços contínuos para manter uma linha de comunicação aberta” entre a China e os Estados Unidos.

*Com informações da AFP