Estudo aponta que sobrevivência do coronavírus varia conforme a umidade, temperatura e superfície

  • Por Jovem Pan
  • 10/06/2020 08h51
EFE/EPA/RUNGROJ YONGRITUma vez determinado o tempo de secagem das gotas em diferentes climas, os cientistas examinaram se isso estava relacionado à taxa de crescimento da pandemia

Um estudo aponta que o tempo de sobrevivência do coronavírus varia de acordo com a temperatura, umidade e a superfície. No artigo publicado na revista “Physics of Fluids”, do Instituto Americano de Física, pesquisadores estudaram o tempo de secagem das gotículas respiratórias em várias superfícies em seis cidades: Nova York, Chicago, Los Angeles, Miami, Sydney e Singapura.

O instituto de física ponta que o tamanho das gotículas está na ordem da largura do cabelo humano, e os pesquisadores analisaram superfícies que são tocadas com frequência, como maçanetas de portas e telas de smartphones.

Utilizando um modelo matemático, os cálculos do tempo de secagem mostraram que a temperatura ambiente, o tipo de superfície e a umidade relativa têm um papel fundamental. Em termos do tipo de superfície, o estudo sugere que as de telas dos celulares, algodão e madeira devem ser limpas com mais frequência do que as superfícies de vidro e aço.

Além disso, segundo o trabalho, uma temperatura mais alta ajudou a secar as gotas mais rapidamente e reduziu drasticamente as chances de sobrevivência do vírus. Em locais com maior umidade, no entanto, as gotículas permaneceram mais tempo na superfície e as chances de sobrevivência do vírus aumentaram.

Uma vez determinado o tempo de secagem das gotas em diferentes climas, os cientistas examinaram se isso estava relacionado à taxa de crescimento da pandemia da Covid-19 nas cidades selecionadas para esta pesquisa. Assim, em locais com maior taxa de crescimento pandêmico, o tempo de secagem das gotículas foi maior.

“De certa forma, isso poderia explicar um crescimento lento ou rápido da infecção em uma determinada cidade”, diz Rajneesh Bhardwaj, do Instituto Indiano de Tecnologia de Bombaim.

“Esse pode não ser o único fator, mas definitivamente o clima externo importa na taxa de crescimento da infecção”, acrescentou.

*Com informações da EFE