EUA dizem que seguem “interessados” em possível diálogo com a Coreia do Norte

  • Por EFE
  • 15/08/2017 13h35 - Atualizado em 15/08/2017 13h37
EUA adverte que diálogo depende de condições positivas por parte de Kim Jong-un

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, afirmou nesta terça-feira (15) que o governo americano segue “interessado” em um eventual diálogo com a Coreia do Norte, mas advertiu que depende do líder norte-coreano, Kim Jong-un, criar as condições para que isso ocorra.

“Não tenho nenhuma resposta para a sua decisão”, disse Tillerson ao ser perguntado sobre a notícia de que Kim decidiu “observar um pouco mais” as ações americanas antes de executar a sua ameaça de bombardear o território americano de Guam, no Pacífico Ocidental.

“Seguimos interessados em encontrar uma forma de chegar a um diálogo, mas isso é algo que depende dele”, acrescentou o titular das Relações Exteriores.

Tillerson não fez mais comentários sobre a decisão de Kim, que optou por suspender os planos de atacar Guam com o fim de “desativar a tensão” e insistiu para que os Estados Unidos escolham “uma opção adequada” e demonstrem “com ações”, segundo informou a agência estatal KCNA.

O líder norte-coreano advertiu que Pyongyang tomará uma “importante” decisão se Washington persistir em fazer as suas “imprudentes e extremadamente perigosas ações”.

As palavras atribuídas a Kim parecem se referir aos exercícios militares Ulchi-Freedom Guardian, que as tropas sul-coreanas e americanas devem iniciar na próxima segunda-feira e que o regime norte-coreano considera uma provocação.

A porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, disse na semana passada que os Estados Unidos não descartam o diálogo com a Coreia do Norte, país com o qual não tem relações diplomáticas, mas que não vai “negociar antes de chegar à mesa negociadora”.

“Teríamos que saber que a Coreia do Norte está dando passos sérios para se desnuclearizar, e não estamos perto desse ponto em absoluto. Eles não nos demonstraram que estão perto de sentar para falar”, afirmou Nauert em uma entrevista coletiva na quinta-feira (11) passada.