EUA negam que detidos em Alligator Alcatraz estejam em greve de fome

Ativistas que relataram pelo menos seis hospitalizações desde a inauguração da prisão, em 3 de julho, falaram sobre a chegada de ambulâncias ao local no domingo, enquanto realizavam uma vigília ecumênica

  • Por Jovem Pan
  • 04/08/2025 17h59
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EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH Alligator Alcatraz “Notícias falsas. Não há greve de fome em Alligator Alcatraz”, publicou o DHS nas redes sociais sobre o local

O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos negou nesta segunda-feira (4) que no centro de detenção de imigrantes Alligator Alcatraz, no estado da Flórida, haja detidos em greve de fome há quase duas semanas, como denunciaram ativistas. “Notícias falsas. Não há greve de fome em Alligator Alcatraz”, publicou o DHS nas redes sociais sobre o local, com capacidade para abrigar 2.000 pessoas no meio dos Everglades, uma área natural cercada por jacarés e pântanos a oeste de Miami. O DHS negou informações da imprensa americana sobre uma suposta greve de fome iniciada há cerca de 12 dias por imigrantes, em particular de nacionalidade cubana, para protestar contra supostos abusos no local.

Ativistas da Coalizão de Imigrantes da Flórida (FLIC), que relataram pelo menos seis hospitalizações desde a inauguração da prisão, em 3 de julho, falaram sobre a chegada de ambulâncias ao local no domingo, enquanto realizavam uma vigília ecumênica. “Essas falsas acusações sobre os centros de detenção denigrem nossos bravos agentes do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega), que já estão enfrentando um aumento de 830% nos ataques contra eles”, afirmou o DHS. Famílias e organizações civis acusaram a prisão de violar os direitos humanos dos detidos, com negligência médica, falta de acesso à representação legal, algemas nas mãos e nos pés, confinamento em jaulas e detenção de pessoas sem antecedentes criminais.

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Mas a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, defendeu em entrevista à rede de televisão “CBS” nesta segunda-feira que o local é um modelo para futuros centros de detenção que serão abertos nos próximos meses, com Arizona, Nebraska e Louisiana como possíveis sedes. Vários juízes solicitaram na última semana informações sobre Alligator Alcatraz, enquanto avançam duas ações judiciais diferentes contra o centro de detenção, uma de defensores dos imigrantes liderada pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e outra dos ambientalistas Friends of the Everglades e Center for Biological Diversity.

*Com informações da EFE
Publicado por Fernando Dias

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