Protestos contra a morte de George Floyd se espalham por 30 cidades

Pelo menos 25 decretaram toque de recolher; polícia já prendeu cerca de 1.669 pessoas

  • Por Jovem Pan
  • 31/05/2020 10h47 - Atualizado em 01/06/2020 08h09
EFE/EPA/CRAIG LASSIGMais uma pessoa morreu e pelo menos três foram baleadas entre este sábado e domingo, na 5ª noite de manifestações

Os protestos contra a morte de George Floyd, um homem negro que foi asfixiado por um policial branco, em Minneapolis, começaram na quinta-feira e já se espalharam por mais de 30 cidades norte-americanas. Mais uma pessoa morreu e pelo menos três foram baleadas entre este sábado (30) e domingo (31), na 5ª noite de manifestações.

Pelo menos 25 cidades em 16 estados decretaram toque de recolher. A polícia já prendeu cerca de 1.669 pessoas em 22 cidades, de acordo com registros da Associated Press. Quase um terço dessas prisões ocorreu em Los Angeles, onde o governador declarou Estado de Emergência e solicitou apoio da Guarda Nacional.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, utilizou suas redes sociais para afirmar que o governo federal pode usar seu poder militar para intervir nos protestos.

Nova York

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, classificou como “perturbador” o vídeo em que uma viatura da polícia avança e derruba uma barreira de manifestantes. “Gostaria que os policiais não tivessem feito isso”, declarou em entrevista à rede de televisão CNN.

O prefeito de Nova York, porém, ressaltou que havia um contexto nas imagens e que não culparia os policiais pela situação. “Eu já vi esse vídeo, e obviamente ouvi falar de outros casos. É inapropriado manifestantes cercarem um carro da polícia e ameaçar os oficiais. Isso está errado e nunca aconteceu na história de protestos nessa cidade”, disse de Blasio. “Tenho assistido protestos há décadas. As pessoas não fazem isso. Portanto, está claro que um elemento diferente entrou em cena aqui, que é a tentativa de ferir policiais e danificar seus veículos, e se um policial se encontra nessa situação precisa sair dela”, acrescentou.

De Blagio também afirmou que não deve declarar toque de recolher na cidade.

* Com EFE