Ex-príncipe Andrew é preso por suspeita de vazar documentos para Epstein

Andrew pode ter encaminhado documentos potencialmente confidenciais a Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido

  • Por Jovem Pan
  • 19/02/2026 07h24 - Atualizado em 19/02/2026 08h06
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Daniel LEAL / AFP principe andrew e rei charles III Ex-príncipe Andrew detido por suspeita de 'má conduta no exercício das funções oficiais' .

O ex-príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II (1926-2022) e irmão do rei Charles III, foi preso nesta quinta-feira (19) sob suspeita de “má conduta no exercício das funções oficiais”, segundo informações divulgadas pela imprensa britânica.

De acordo com a polícia local, revelações recentes sugerem que Andrew pode ter encaminhado documentos potencialmente confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.

A prisão de Andrew Mountbatten-Windsor ocorre no mesmo dia em que o ex-príncipe completa 66 anos.

A família real britânica enfrenta nova pressão em razão dos vínculos de Andrew com Jeffrey Epstein, evidenciados por documentos do escândalo sexual que vêm sendo divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Andrew nega qualquer irregularidade e relação com Epstein.

Entre as imagens incluídas nos últimos arquivos divulgados, o ex-príncipe Andrew aparece ajoelhado ao lado de uma mulher deitada no chão. Nas fotografias divulgadas, ele é visto de joelhos, com as mãos apoiadas no piso, sobre uma mulher não identificada e totalmente vestida.

Andrew também foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes no caso Epstein, que afirma que os episódios ocorreram quando ela ainda era menor de idade.

Príncipe Andrew aparece ajoelhado sobre uma mulher não identificada, deitada no chão, em uma das imagens citadas no caso Epstein; o filho da rainha Elizabeth 2ª sempre negou qualquer irregularidade - Divulgação Departamento de Justiça dos EUA

Príncipe Andrew  ajoelhado sobre uma mulher não identificada, deitada no chão, em uma das fotos citadas no caso Epstein. Foto: Divulgação / Departamento de Justiça dos EUA

Jeffrey Epstein era um bilionário com trânsito livre entre banqueiros, políticos, cientistas, membros da realeza e celebridades de Hollywood. Por trás da imagem de investidor influente, porém, existia uma rede criminosa de exploração sexual de menores, operada durante anos com a ajuda de cúmplices e um sistema de proteção que até hoje levanta suspeitas.

Relatório do FBI

Uma revisão de documentos internos do Departamento de Justiça dos EUA indica que o FBI reuniu provas robustas de que Jeffrey Epstein abusou sexualmente de diversas meninas menores de idade, mas encontrou pouca evidência de que ele tenha operado uma rede organizada de tráfico sexual destinada a atender homens ricos e influentes. A informação aparece em registros oficiais analisados pela Associated Press (AP), incluindo relatórios policiais, notas de entrevistas do FBI e comunicações entre promotores.

Segundo os registros revisados, agentes federais examinaram extensivamente os registros financeiros de Epstein, analisaram e-mails e documentos, conduziram buscas em residências e entrevistaram vítimas e testemunhas. O material coletado confirmou, de forma consistente, um padrão de abuso sexual envolvendo meninas adolescentes, além de um mecanismo de recrutamento que incluía pagamentos e promessas de benefícios.

*Com AFP

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