Fernández nomeia ex-candidato à presidência como embaixador argentino no Brasil

Em clima de reconciliação, ele pediu que os deputados transmitissem seu “respeito e apreciação” por Jair Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 05/12/2019 17h50 - Atualizado em 05/12/2019 17h51
EFE/Esteban Collazo/Frente de TodosA comitiva brasileira foi liderada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

Em uma reunião com uma delegação de deputados brasileiros, o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, afirmou que o ex-candidato à presidência e empresário Daniel Scioli será o futuro embaixador argentino no Brasil.

Ex-vice-presidente da Argentina (2003-2007) e ex-governador da Província de Buenos Aires (2007-2015), Scioli concorreu à presidência em 2015 quando foi derrotado pelo atual presidente Mauricio Macri.

No mesmo encontro, Fernández revelou que Felipe Solá será o seu ministro das Relações Exteriores. A comitiva brasileira foi liderada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na reunião, o presidente eleito enviou uma mensagem ao presidente da República, Jair Bolsonaro, pedindo que os deputados transmitissem seu “respeito e apreciação” a ele.

Ele explicou que escolher Scioli como embaixador, alguém que ele valoriza muito, era sua primeira decisão com relação ao Brasil. “Se nos respeitarmos, conviver será mais fácil.”

“Temos um destino em comum, temos de cuidar que nenhuma conjuntura altere nossa relação: o Brasil é um irmão com outro idioma”, disse Fernández.

Para o presidente eleito, a integração regional é a melhor ferramenta para enfrentar a globalização e questões como o anúncio do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas ao aço do Brasil e da Argentina.

Fernández e Bolsonaro têm tido uma relação tumultuada e o presidente brasileiro chegou a lamentar o resultado que deu a vitória ao argentino no fim de outubro, acrescentando que não o cumprimentaria e nem iria à sua posse.

Bolsonaro também ficou incomodado com uma imagem publicada por Fernández, horas antes do resultado, no dia 27 de outubro, em defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que na época estava preso no âmbito da Operação Lava Jato.

* Com informações do Estadão Conteúdo