Filha de Brigitte Macron defende mãe de comentários de Bolsonaro e Guedes

Filha da primeira-dama francesa, Brigitte Macron, quer usar comentários de Bolsonaro e Guedes para incentivar combate à misoginia

  • Por Jovem Pan
  • 07/09/2019 11h29
ReproduçãoBrigitte Macron e a filha Tiphaine Auzière

Tiphaine Auzière, filha da primeira-dama francesa, Brigitte Macron, e do banqueiro André-Louis Auzière defendeu a mãe dos comentários do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, e afirmou que pretende gerar um movimento de denúncia dos comportamentos misóginos.

Em vídeo divulgado no Twitter, Auzière mostra a impressão de uma matéria da emissora “RTL” intitulada “Brigitte Macron ‘feia mesmo’, diz ministro de Bolsonaro”. A matéria reproduz a fala de Guedes gravada durante uma palestra em Fortaleza na quinta-feira (5).

Em entrevista à emissora “France Info” neste sábado (7), Auzières, que tem 35 anos e é advogada, explicou que sua iniciativa busca incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo “para lutar contra a misoginia ordinária”.

No vídeo postado na rede social, a filha de Brigitte Macron explica que não se trata de dar lições a outros países porque “a França não esteve isenta” desse tipo de comportamento. Auzière recapitula alguns episódios de ataques a deputadas por serem mulheres ocorridos em 2012 e 2013 na Assembleia Nacional.

“Que todos juntos e a partir de amanhã reajamos, nos impliquemos nas nossas famílias, nas nossas empresas e nas urnas para que todos juntos denunciemos os nossos misóginos”, ressaltou.

As alusões ao físico de Brigitte Macron surgiram em meio ao bate-boca entre França e Brasil, após Emmanuel Macron se indignar pela magnitude dos incêndios na Amazônia no final de agosto e acusar Bolsonaro de não cumprir compromissos ambientais, motivo pelo qual não apoiaria o acordo entre Mercosul e União Europeia.

Em resposta a um internauta que comparou a primeira-dama francesa com a brasileira, Michelle, Bolsonaro escreveu no Facebook: “não humilha cara. Kkkkkkk”, postagem que repercutiu mundialmente e gerou inúmeras críticas ao presidente.

*Com EFE