França indica cloroquina contra Covid-19 apenas para pacientes em estado grave ou internados

  • Por Jovem Pan
  • 23/03/2020 18h53
Guillaume Horcajuello/EFEA França é o terceiro país europeu mais afetado pelo novo coronavírus

O ministro da Saúde da França, Olivier Véran, anunciou nesta segunda-feira (23) que o uso da cloroquina para tratar infectados pelo novo coronavírus só é recomendado em pacientes que estejam em estado grave ou hospitalizados.

Entre os diversos tratamentos potenciais surgidos até o momento, a cloroquina é um dos que traz maiores esperanças, depois de testes realizados em um centro especializado em infecções de Marselha, no sul do país.

Em entrevista coletiva, o ministro explicou que o Alto Conselho de Saúde Pública somente indica o uso em pacientes que estão em estado grave, sempre a partir da decisão da equipe médica e com o doente em extrema observação.

O primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, afirmou em seguida que a decisão não implica na livre circulação do medicamento no mercado. Véran, por sua vez, destacou que na próxima terça-feira (24) será publicada a disposição que permite aos hospitais se abastecerem de medicamentos à base de cloroquina.

O Alto Conselho de Saúde Pública, inclusive, indicou aos hospitais para que incluam o “maior número possível de pacientes” nos testes preliminares, para conhecer a eficácia da substância.

“Há estudos clínicos importantes em andamento para identificar os tratamentos mais eficazes e para torná-los possíveis aos franceses, mas os resultados ainda demorarão alguns dias ainda. Confiemos em nossos pesquisadores, em nossos médicos”, afirmou Véran.

No Hospital Universitario de Marselha, o infectologista Didier Raoult utilizou a cloroquina em 24 pacientes, com o consentimento das famílias. Destes, 75% apresentaram melhora, enquanto o restante não teve recuperação, mas também não registrou agravamento do quadro.

Até o momento, a França regitrou 19.856 casos de infecção e 860 mortes, sendo 186 apenas nas 24 horas anteriores ao fechamento do último boletim.

*Com informações da Agência EFE