Global Soft Power: como funciona índice que a Argentina alcançou melhor posição histórica
Na edição de 2026, os EUA mantiveram a liderança apesar de uma queda acentuada em sua pontuação
O Global Soft Power Index, estudo anual publicado pela consultoria Brand Finance em que a Argentina se destacou esta semana, classifica a capacidade de influência de 193 países membros das Nações Unidas com base em percepções globais sobre suas marcas nacionais.
O índice mede o “soft power” – termo que descreve a influência por atração e persuasão – e analisa como essas percepções afetam áreas como investimentos, comércio e diplomacia.
Na edição de 2026, os EUA mantiveram a liderança apesar de uma queda acentuada em sua pontuação, refletindo um declínio geral nas percepções internacionais devido a incertezas econômicas e geopolíticas.
O índice busca quantificar o impacto das nações no cenário global por meio de pesquisas de opinião, focando em como as marcas nacionais são vistas pelo público geral. Lançado inicialmente em 2020, o estudo evoluiu para incluir todos os membros da ONU desde 2024, após expansões graduais.
Ele é baseado em dados coletados de mais de 150 mil respondentes em mais de 100 mercados, cobrindo aspectos como familiaridade, reputação e influência percebida.
A edição mais recente, divulgada em janeiro de 2026 durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, registrou quedas em pontuações para a maioria das nações, com os EUA caindo 4,6 pontos para 74,9 de 100, seguidos pela China em segundo lugar com 73,5.
Metodologia
A medição do índice envolve uma pesquisa global realizada online em 54 idiomas, com dados coletados entre setembro e dezembro do ano anterior à publicação.
Para a edição de 2026, participaram mais de 150 mil respondentes de mais de 100 mercados, com cotas para idade, gênero e região geográfica a fim de garantir representatividade.
Cada participante avalia um subconjunto aleatório de nações, priorizando as mais conhecidas. O cálculo da pontuação, em uma escala de 0 a 100, combina três Indicadores Chave de Desempenho (KPIs), que representam 50% do total:
- Familiaridade: Avaliada em uma escala de “nunca ouvi falar” a “conheço bem”, com peso de 10%;
- Reputação: Medida de 0 a 10, de “extremamente negativa” a “extremamente positiva”, com peso de 10%;
- Influência: Avaliada de 0 a 5, de “nenhuma influência” a “extremamente influente”, com peso de 30%.
Os outros 50% derivam de 35 atributos de marca nacional, agrupados em oito pilares de soft power, como Relações Internacionais, Governança, Negócios e Comércio, Pessoas e Valores, Futuro Sustentável, Cultura e Patrimônio, Educação e Ciência, e Artes e Entretenimento.
Uma análise estatística por respondente determina os atributos que mais afetam a Reputação e a Influência, com pesos ajustados anualmente por meio de regressão em regiões globais chave.
A ponderação global equilibra igualdade soberana (50% “um país, um voto”) com o tamanho da população (50%), ajustada pela familiaridade para priorizar mercados onde a nação é mais conhecida.
Medidas adicionais, como recomendações para investir, trabalhar ou visitar (avaliadas de 0 a 5), fornecem contexto, mas não entram na pontuação final.
Evolução e Ajustes Recentes
Desenvolvido com contribuições acadêmicas da Universidade de Oxford e entrevistas com mais de 50 especialistas, o índice passou por ajustes para manter a comparabilidade anual.
Inicialmente, incluía opiniões de públicos especialistas, mas desde 2022 foca no público geral para amostras maiores.
Durante a pandemia, incorporou percepções sobre respostas à Covid-19, removidas posteriormente.
Em 2025, a Rússia foi reincluída após uma pausa, e atributos relacionados a liderança e inovação foram refinados.
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No contexto de 2026, o índice destaca um declínio generalizado nas percepções, com nações ocidentais mais afetadas, enquanto países como China e Japão mostram resiliência relativa.
*Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial
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