Governo francês anuncia redução de impostos para atender ‘coletes amarelos’

  • Por Jovem Pan
  • 08/04/2019 17h40
EFESegundo primeiro-ministro do país, redução de impostos é apenas primeira medida gerada pelo "Grande Debate Nacional", lançado por Macron

O governo da França está preparando uma redução significativa de impostos em resposta a reivindicações dos “coletes amarelos”, protestos que tomaram conta de todo o país desde novembro de 2018.  A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 8, pelo primeiro-ministro, Édouard Philippe.

O presidente Emmanuel Macron revelará as medidas concretas em meados deste mês, mas o chefe de governo delineou as principais linhas que surgem do “grande debate nacional”, lançado por Macron no auge das manifestações como uma resposta ao descontentamento popular. O projeto de debate, que durou três meses, recebeu 2 milhões de propostas pela internet.

No total, 1,5 milhão de pessoas participaram do projeto, que organizou 10 mil debates em todo o país.

O coletivo, que é bastante heterogêneo, não participou da iniciativa governamental e seus porta-vozes garantiram que não a consideram legítima.

Segundo o primeiro-ministro, do debate surgem quatro grandes linhas: uma profunda reforma tributária, uma maior proximidade institucional, um aumento da representatividade democrática e a adoção urgente de medidas contra a mudança climática.

O chefe de governo analisou as contribuições dos franceses para chegar a essas conclusões, garantiu que serão adotadas “mudanças radicais” e lembrou que Macron será o responsável por anunciar as medidas concretas em poucos dias.

Precisamente, o primeiro-ministro afirmou que os impostos serão reduzidos porque o descontentamento da população mostra que ela “já não tolera mais” aumento de impostos.

A oposição criticou o momento dos anúncios, em plena pré-campanha para as eleições europeias, nas quais o partido de Macron é apontado como favorito de acordo com as pesquisas, mas com uma leve vantagem diante da extrema-direita, que ganhou o pleito há cinco anos com um quarto dos votos.

*Com EFE