Após tensão com refugiados na Turquia, Grécia protege entrada da Europa

  • Por Jovem Pan
  • 29/02/2020 15h27
EFE/EPA/TOLGA BOZOGLUSegundo fontes oficiais, já há cerca de 7.000 pessoas esperando na fronteira com a Turquia

A Grécia se comprometeu a fazer tudo o que for necessário para proteger as fronteiras da pressão migratória da Turquia e, embora ainda mantenha o controle, a situação é difícil. Por esse motivo, o país pediu à União Europeia (UE) uma reunião extraordinária entre os ministros das Relações Exteriores.

O chanceler grego, Nikos Dendias, conversou por telefone neste sábado (29) com o alto representante da União Europeia para as Relações Exteriores, Josep Borrell, ao qual solicitou uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros das Relações Exteriores europeus para discutir a situação na fronteira entre Grécia e Turquia.

Desde sexta, houve muitas tentativas de atravessar a fronteira, assim como confrontos entre migrantes e policiais. Em alguns momentos de tensão, os migrantes atiraram pedras, galhos em chamas e outros objetos em direção aos agentes, que responderam com gás lacrimogêneo.

O ministro grego de Proteção Cidadã, Michalis Chrisochoidis, ressaltou em Evros que ninguém entrará no país ilegalmente.

“A situação é difícil. As pessoas infelizes que estão presas nas nossas fronteiras não vieram sozinhas. Elas foram expulsas, rejeitadas e usadas pelo país vizinho, a Turquia”, frisou.

Chrisochoidis ressaltou que os gregos protegem e manterão intactas as fronteiras europeias.

Nesta manhã, o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, convocou uma reunião de emergência do gabinete para discutir a situação.

Segundo fontes oficiais, já há cerca de 7.000 pessoas esperando na Turquia, na esperança de cruzar para o lado europeu da fronteira.

O porta-voz do governo grego Stelios Petsas disse neste sábado que “mais de 4.000 entradas ilegais no país” foram impedidas nas últimas horas, após milhares de pessoas terem chegado à fronteira em solo turco.

Petsas acrescentou que 66 pessoas foram presas por entrarem ilegalmente na Grécia pela cidade turca de Edirne, e que “o que for necessário” será feito para proteger as fronteiras gregas e europeias.

Neste momento, o número de chegadas à Grécia não está aumentando oficialmente e permanece relativamente baixo.

*Com informações da Agência EFE