Guaidó anuncia que vai participar de reunião do Grupo de Lima na 2ª-feira

  • Por Jovem Pan
  • 24/02/2019 09h04 - Atualizado em 24/02/2019 09h05
Agência EFEO autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou que vai participar da reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, marcada para esta segunda-feira (25) para discutir "possíveis ações diplomáticas" contra o regime do ditador Nicolás Maduro

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou que vai participar da reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, marcada para esta segunda-feira (25). O objetivo é discutir “possíveis ações diplomáticas” contra o regime do ditador Nicolás Maduro.

“Anuncio que na segunda-feira participarei dessa cúpula, desse grupo, dessa reunião do Grupo de Lima, para nos reunir com todos os chanceleres da região e também com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, para discutir possíveis ações diplomáticas”, declarou Guaidó em Cúcuta, na Colômbia, neste sábado (23). Ele estava acompanhado do presidente do país, Iván Duque, e do secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.

Guaidó afirmou que sua responsabilidade como presidente encarregado “é continuar buscando as ajudas humanitárias e exigir que entrem na Venezuela, buscando caminhos para abrir a democracia no país para que acabe a usurpação, para tirar a máscara da ditadura”. Ele acrescentou que vai buscar “todos os apoios necessários” para acabar com a “tirania”, referindo-se a Maduro.

“Hoje vimos como um homem, que não sente dor pelo povo da Venezuela, manda queimar comida necessária para um povo faminto. Vimos queimar remédios em frente de doentes”, disse Guaidó.

Ajuda humanitária

Neste sábado (23), o ditador Nicolás Maduro recusou o envio de 200 toneladas de ajuda humanitária do Brasil e dos Estados Unidos para o país. Ele afirmou que quer comprar os alimentos e medicamentos que os dois países quiserem vender. “Vamos comprar todo o arroz, o leite, a carne que quiserem vender, tudo, pagando”, disse Maduro. “Não somos maus pagadores, somos gente honrada”, reforçou o ditador.

“Querem trazer leite em pó, arroz e carne? Eu compro, pago agora. Eu quero, claro que sim”, continuou Maduro.

Maduro chamou a ajuda humanitária oferecida por países como Brasil e Estados Unidos de “comida podre” e disse que o ato disfarçava uma suposta tentativa de invasão militar dos americanos.