Hong Kong amplia restrições para evitar terceira onda da Covid-19

Em meados de junho, com a diminuição de casos da doença, as limitações haviam sido suspensas pelas autoridades locais

  • Por Jovem Pan
  • 13/07/2020 11h21 - Atualizado em 13/07/2020 11h32
EFEOs temores de uma possível terceira onda de contágios aumentaram na semana passada, quando foram confirmados 211 casos, 143 deles por transmissão local e 31% com a origem indeterminada

As autoridades de Hong Kong anunciaram, nesta segunda-feira (13), novas medidas para o enfrentamento da Covid-19. Com o objetivo é evitar uma nova onda da doença, as mudanças reduziram de 50 para quatro o limite de pessoas que podem se reunir e determinam o fechamento de bares e estabelecimentos noturnos.

Os temores de uma possível terceira onda de contágios aumentaram na semana passada, quando foram confirmados 211 casos, 143 deles por transmissão local e 31% com a origem indeterminada. Teme-se também que o regresso a Hong Kong de pessoas de outros países possa agravar a situação: além das 41 infecções locais registadas nesta segunda, foram detectadas outras 11 em doentes com este perfil.

A chefe do governo local, Carrie Lam, explicou as novas medidas em entrevista coletiva. Segundo ele, ninguém será autorizado a entrar em Hong Kong se sair de áreas de risco sem fornecer um diagnóstico negativo para a Covid-19. Além disso, a partir de quarta-feira (15), o número de pessoas que podem se sentar à mesma mesa em restaurantes também será limitado a quatro. Bares, boates e estabelecimentos de karaokê, entre outros, também serão novamente fechados, inicialmente por sete dias, para que a situação será revista.

Em meados de junho, com a diminuição de casos da doença, as limitações foram suspensas e o número máximo de pessoas que podiam se encontrar foi limitado a 50. Diante de uma possível terceira onda, na semana passada, o governo retomou algumas das medidas de distanciamento social, limitando o número de pessoas em uma mesa a oito e aumentando o número de testes realizados para cerca de 400 mil funcionários de transportes públicos, lojas e asilos de idosos.

*Com informações da EFE