Ministro de Israel testa positivo para Covid-19, e Netanyahu volta a isolamento

  • Por Jovem Pan
  • 02/04/2020 13h15 - Atualizado em 02/04/2020 13h17
Oded Balilty/EFEBenjamin Netanyahu é o atual primeiro-ministro de Israel

O ministro da Saúde de Israel, o ultraortodoxo Yaakov Litzman, testou positivo para o novo coronavírus. A infecção ocorreu justamente no momento em que cresce a preocupação com a elevada propagação da Covid-19 nesta comunidade religiosa, a mais afetada do país.

Litzman, de 71 anos, e a esposa testaram positivo, mas os dois estão em bom estado de saúde, embora devam permanecer em quarentena.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também voltou a ser colocado em quarentena até a próxima quarta-feira, após ter entrado em contato com o ministro da Saúde. O líder do governo de Israel, de 70 anos, havia acabado de deixar um primeiro isolamento feito depois da infecção de uma assessora parlamentar.

O ultraortodoxo Yaakov Litzman é o ministro da Saúde de Israel

Yaakov Litzman, do partido Judaísmo Unido da Torá, recebeu numerosas críticas no mês passado quando confiou no “Messias” para curar a Covid-19. A declaração ocorreu depois de medidas preventivas colocarem em dúvida a celebração da Páscoa judaica, que começa no próximo dia 8.

Na ocasião, perguntado sobre as chances de Israel continuar em quarentena até o feriado da Páscoa, Litzman ofereceu uma resposta pouco convencional. “Deus não permita!”, afirmou. “Oramos e esperamos que o Mashiach (Messias) chegue antes da Páscoa, pois é um tempo de nossa redenção. Estou certo de que o Messias virá pela Páscoa e nos salvará da mesma maneira que Deus nos salvou durante o êxodo e fomos libertados. O Mashiach virá e salvará todos nós”, acrescentou.

Além disso, ele resistiu inicialmente ao fechamento de sinagogas, que permaneceram abertas em alguns bairros ultraortodoxos, apesar da proibição, levando as forças de segurança a intervir não sem alguma resistência por parte dos residentes.

O modo de vida dessa comunidade religiosa – composta por famílias numerosas, geralmente amontoadas em pequenas casa, governadas pelas leis da Torá e pela palavra dos rabinos – despertou o alarme pelo não cumprimento das medidas preventivas que a colocavam em risco.

O primeiro-ministro israelense anunciou ontem a intenção de fechar completamente a cidade ultraortodoxa de Bnei Brak, perto de Tel Aviv, onde os casos aumentaram 25% nas últimas 24 horas.

Atualmente, Israel tem mais de 6,2 mil infectados e 32 mortos, enquanto se teme um aumento de contágio nas principais zonas das comunidades religiosas, como distritos de Jerusalém e Modin Illit.

*Com informações da Agência EFE