Itália libera circulação entre regiões e abre fronteiras aos países da UE

  • Por Jovem Pan
  • 03/06/2020 08h55
EFE/EPA/Paolo Salmoiragom liberdade de movimento, a partir de hoje longas filas de carros foram formadas em Messina, na Sicília, para poder chegar ao continente

A Itália, após quase três meses de fechamento devido à pandemia da covid-19, permite a partir desta quarta-feira (3) a livre circulação entre regiões e abre suas fronteiras aos países da União Europeia.

“Hoje parece uma conquista se pensarmos nas condições de alguns meses atrás. Fizemos isso com o sacrifício de todos, lembrando que precisamos saber que o vírus ainda mora conosco”, disse o ministro de Assuntos Regionais, Francesco Boccia. Ele lembrou dos “33 mil mortos e os profissionais de saúde que fizeram um esforço incrível”.

Depois de algumas divisões entre os presidentes da região, especialmente no sul e nas ilhas, que temiam a chegada de cidadãos do norte — onde ainda ocorre o maior número de infecções — a “circulação incondicional” foi finalmente imposta, embora cada região tenha escolhido medidas para detectar possíveis positivos.

Com liberdade de movimento, a partir de hoje longas filas de carros foram formadas em Messina, na Sicília, para poder chegar ao continente. Também foi registrado um aumento significativo no número de passageiros que se dirigem para as principais estações de ferroviárias de Milão.

A ministra dos Transportes, Paola De Micheli, foi hoje à estação Termini, em Roma, para confirmar como a chegada dos trens e a medição da temperatura estão acontecendo.

Este é também o primeiro dia de reabertura das fronteiras sem a necessidade de quarentena para os cidadãos dos países pertencentes ao Espaço Schengen, razão pela qual a vigilância nos aeroportos do país, como Fiumicino, em Roma, foi intensificada.

No aeroporto da capital está prevista para essa quarta aproximadamente 100 voos entre partidas e chegadas, dos quais cerca de 60 em rotas nacionais e, destes, 20 tem como destino o norte da Itália.

*Com informações da EFE