Jornalista diz ter sido acariciada por Boris Johnson; premiê nega assédio

  • Por Jovem Pan
  • 30/09/2019 11h47
EFECaso teria acontecido em 1999; outra mulher relatou o mesmo

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, negou, nesta segunda-feira (30), a denúncia feita por uma jornalista que garante ter sido acariciada por ele quando era diretor da revista The Spectator, em 1999. Charlotte Edwards revelou, neste domingo (29), em artigo no jornal The Sunday Times para comemorar os dois anos do movimento feminista #MeToo, que foi assediada pelo atual primeiro-ministro quando trabalhava para ele.

“Isto é completamente falso”, garantiu o porta-voz oficial do premiê, que enfrenta, nesta semana, o congresso anual de seu partido em Manchester, envolvido em uma nova polêmica sobre sua vida pessoal.

Charlotte relata com detalhes como, durante um almoço, Johnson, que estava sentado ao seu lado, apertou sua coxa por debaixo da mesa. Mais tarde, quando comentou com outra mulher o que tinha acontecido, ela disse: “Meu Deus, ele fez exatamente o mesmo comigo”.

Naquela época, Johnson tinha 35 anos e estava casado com sua segunda esposa, Marina Wheeler, da qual agora está se divorciando após começar uma relação com Carrie Symonds, de 31 anos. Em 2001, Johnson ganhou sua primeira cadeira de deputado, e em 2004, o então líder da oposição dos conservadores, Michael Howard, o expulsou de sua equipe por negar uma relação extraconjugal com a colunista da The Spectator, Petronella Wyatt.

Vários políticos conservadores saíram em defesa do premiê. Outros, como o ministro Matt Hancock  – que, antes, tentou proteger Johnson – e a deputada independente Amber Rudd destacaram a “honestidade” da jornalista.

Outros casos

Johnson também está envolvido em outra polêmica no congresso de seu partido, onde fará um discurso na próxima quarta-feira (2). Ele está sendo investigado por conceder, quando era prefeito de Londres, um tratamento gratuito a uma amiga, ex-modelo e empresária.

De acordo revelou o The Sunday Times, a empreendedora americana Jennifer Arcuri, de 34 anos, recebeu 126 mil libras de dinheiro público e teve acesso privilegiado a missões de comércio exterior na época em que Johnson liderava a Câmara.

*Com informações da Agência EFE