Latam demite 1,4 mil funcionários na América Latina por crise

  • Por Jovem Pan
  • 16/05/2020 10h46
Roberto Casimiro/Estadão ConteúdoLatam fará demissões em Chile, Colômbia, Equador e Peru

A Latam informou nesta sexta-feira (15) que vai demitir 1,4 mil funcionários em Chile, Colômbia, Equador e Peru como resultado da crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus.

“Apesar de todos os esforços que temos feito para cuidar dos empregos, somos forçados a tomar esta difícil decisão. Os impactos da Covid-19 são profundos, e é inevitável reduzir o tamanho do Grupo Latam para proteger sua sustentabilidade a médio prazo”, disse o CEO da empresa, Roberto Alvo, em comunicado.

Antes da crise sanitária, a empresa tinha rotas para 145 destinos em 26 países e 1,4 mil voos diários. Mas, desde o início de abril, suspendeu 95% das operações, situação que manterá neste mês.

A companhia, criada com a fusão da chilena Lan e a brasileira Tam em 2012, opera apenas alguns voos domésticos no Chile e no Brasil e mantém seis frequências semanais entre Santiago e Miami e três entre São Paulo e Miami.

Em meados de abril, Alvo disse que era “inevitável” que as empresas do grupo tivessem que “redimensionar seus respectivos tamanhos e a forma como operam”.

“Infelizmente chegamos à conclusão de que não temos outra opção a não ser começar a reduzir o tamanho do grupo. Esta decisão muito difícil e dolorosa afetará as pessoas de algumas filiais do nosso grupo. Não posso dizer nada além de que o curso dos acontecimentos, a situação, nos obriga a dar esses passos muito, muito difíceis”, disse o CEO em um vídeo interno da empresa.

“Quero que estejam muito consciente de que não estamos dando este passo pelo desempenho ou pelo profissionalismo de cada uma das pessoas que vão ter que nos deixar. Temos que fazer isso porque somos obrigados a tentar nos adaptar a um mundo novo, aquele que nunca esperávamos e nunca quisemos, mas que é o que está à nossa frente”, acrescentou

O executivo disse no final de abril que estimava que durante o segundo semestre do ano a empresa poderia recuperar de 50% a 70% de suas operações, mas alertou que esta é uma “estimativa muito variável”, pois ainda não se sabe quando as restrições de fronteiras serão suspensas.

*Com EFE