Líder opositor desafia Nicolás Maduro e afirma que a ditadura irá acabar na Venezuela

  • Por Jovem Pan
  • 03/05/2019 08h09
ReutersNesta quinta-feira, o Tribunal Supremo do país, composto por ministros leais ao ditador, acusou Leopoldo López de violar as condições da prisão domiciliar.

Alvo de mandado de prisão, líder opositor do regime chavista na Venezuela diz não ter medo de Nicolás Maduro.

Nesta quinta-feira, o Tribunal Supremo do país, composto por ministros leais ao ditador, acusou Leopoldo López de violar as condições da prisão domiciliar.

Ele cumpria sentença de 14 anos de prisão por liderar manifestações contra o Governo, mas foi libertado na terça-feira por dissidentes do serviço secreto.

López reapareceu em público, em frente à residência do embaixador da Espanha na Venezuela, Jesús Silva. Ele ressaltou que não quer voltar para a cadeia, mas destacou que não tem medo das forças de Maduro:

A embaixada espanhola em Caracas rejeitou a possibilidade de entregar Leopoldo López às forças policiais.

A mulher do opositor acusou agentes do serviço de inteligência de invadir a casa da família e roubar equipamentos eletrônicos e até mamadeiras da filha do casal.

Para demonstrar força e ressaltar que tem apoio do Exército, Nicolás Maduro marchou junto com militares.

O comandante estratégico das Forças Armadas Bolivarianas, Remigio Ceballos, afirmou que os militares devem manter a lealdade:

Também em discurso, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, sugeriu que forças opositoras estão tentando comprar aliados chavistas para depor Maduro do poder.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se pronunciar sobre a crise na Venezuela.

Trump ainda destacou que os Estados Unidos estão dispostos a ajudar o povo do país sul-americano.

Tentando passar a impressão de normalidade, o ditador Nicolás Maduro dançou durante encontro com jovens, em Caracas.

Enquanto isso, subiu para quatro o número de mortos nas manifestações e nos confrontos dos últimos dias. Já o Tribunal Supremo da Venezuela autorizou processo na Justiça Comum para responsabilizar o primeiro-vice presidente do parlamento do país, Édgar Zambrano, pelos protestos da última terça-feira.

*Com informações do repórter Matheus Meirelles.