Macron critica ‘nacionalismo das vacinas’ e promete apoio à OMS para acelerar imunização global

Em videoconferência com diretor-geral da organização, o presidente francês defendeu a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento

  • Por Jovem Pan
  • 08/02/2021 17h10 - Atualizado em 08/02/2021 17h11
EFE/ Tatyana ZenkovichO presidente da França, Emmanuel Macron, conversou com Tedros Adhanom

O presidente da França, Emmanuel Macron, se reuniu com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, nesta segunda-feira, 8. Em videoconferência, o francês prometeu continuar apoiando os esforços da OMS para acelerar a distribuição de vacinas contra a Covid-19 em países em desenvolvimento. Macron também criticou o “nacionalismo das vacinas” e disse que, se cada país ficar entrincheirado nas suas fronteiras, o vírus continuará a se propagar, relatou uma fonte do Palácio do Eliseu. “Ou sairemos juntos desta pandemia ou não sairemos totalmente. Se nem todos os países tiverem acesso a soluções, haverá uma evolução de novas tensões que colocarão em perigo a nossa saúde coletiva”, afirmou a fonte a um grupo de jornalistas para resumir a mensagem de Macron.

O chefe da OMS alertou durante semanas para o perigo de os países ricos monopolizarem a produção e a distribuição de vacinas, e hoje reforçou esse alerta em conferência organizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Não é justo que haja países onde os jovens saudáveis são vacinados, enquanto em outros países, de renda média ou baixa, nem mesmo os trabalhadores da saúde têm acesso”, criticou Tedros. Macron destacou que a França está “na vanguarda” da solidariedade em matéria de vacinas através da participação desde o início no mecanismo COVAX, que busca financiar a vacinação nos países com menos recursos. O presidente francês também considerou “absolutamente fundamental” a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento, para que estes possam produzir as próprias vacinas.

*Com informações da EFE