Maduro ameaça prender opositores e diz que ‘jamais irá se render’

  • Por Jovem Pan
  • 01/05/2019 20h16
Reprodução/TwitterPronunciamento foi feito durante as manifestações do Dia do Trabalho

O ditador Nicolás Maduro fez o seu primeiro pronunciamento em praça pública desde a última terça-feira (30), quando começaram os confrontos na Venezuela com os opositores, liderados pelo autoproclamado presidente interino Juan Guaidó. Em discurso na Praça de Miraflores durante comemorações do Dia do Trabalho nesta quarta (1), Maduro chamou os líderes da oposição de “traidores” e disse que eles “fugiram” ao se exilar em embaixadas. Segundo ele, o governo quer “a captura dos golpistas”.

Maduro pediu ainda o apoio da população e das Forças Armadas para continuar com os protestos. “Jamais vou me render. Peço a todas as Forças Armadas a máxima lealdade. Façam o que quiserem, nós neutralizaremos aqueles que fizerem isso [se opor ao governo] e eles serão presos. Se quiserem fazer política que façam respeitando a Constituição e em paz. Aquele que tirar a luz já sabe o seu destino: justiça”, declarou, em tom ameaçador.

Ele condenou a “violência” durante as manifestações e o que chamou de “golpe de estado”. “Traição, golpes de estado, tiros nas ruas, feridos, mortos… Esse é o futuro da Venezuela?”, questionou.

Maduro também convocou para sábado (4) e domingo (5) um diálogo nacional para “corrigir os erros”. Ele pediu a participação do Congresso Bolivariano, de organizações do governo, unidades de batalha e o povo para construir “uma grande jornada de reflexão e ação para buscar a mudança”.

Sobre as manifestações

Centenas de venezuelanos tomaram as ruas de Caracas desde terça (30) para mostrar apoio a Guaidó e aos militares que se rebelaram contra a ditadura de Maduro. Guaidó anunciou que “a família militar deu o passo, uma vez por todas” para se unir à oposição. Os confrontos entre civis e militares seguiram nesta quarta (1) marcados pela violência de tiros de arma de chumbo e bombas de gás lacrimogênio. Um dos momentos mais emblemáticos dos conflitos até agora foi a passagem de um tanque do Exército por cima de manifestantes.