Manifestantes e policiais entram em confronto em Paris

  • Por Jovem Pan
  • 01/12/2018 10h25
EFEForças policias usam jatos d'água contra manifestantes em protesto em Paris, neste sábado (1º)

Cerca de 1.500 manifestantes entraram em confronto com forças policias na manhã deste sábado (1º), no centro de Paris, na França. Segundo as autoridades francesas, os enfrentamentos aconteceram nos acessos à avenida Champs-Élysées, onde os policiais responderam com bombas de gás lacrimogêneo e canhões com jatos d’água. O grupo conhecido como “coletes amarelos” protesta pelo terceiro fim de semana consecutivo contra o aumento no preço dos combustíveis.

“Há 200 manifestantes pacíficos na Champs-Élysées. 1.500 arruaceiros na parte externa do perímetro (de segurança) com a intenção de desfazê-lo. Nossas forças da ordem respondem contendo os violentos: 39 detenções por enquanto”, escreveu no Twitter o ministro do Interior da França, Christophe Castaner. Os confrontos em Paris ainda estão ocorrendo e pelo menos 81 pessoas já foram detidas pela polícia.

As cenas de violência e destruição no terceiro fim de semana consecutivo de protestos contra o aumento de impostos sobre combustíveis e o encarecimento do custo de vida se repetem desde o início da manhã, quando por volta de 500 manifestantes – alguns deles encapuzados – começaram a levantar barricadas e a forçar os acessos à avenida Champs-Élysées.

Os manifestantes forçaram as barreiras em torno do monumento do Arco do Triunfo, que fica num dos extremos da famosa avenida parisiense, e fizeram a seguinte pichação nele: “Os ‘coletes amarelos’ triunfarão”. Um grupo de pessoas que também participavam do protesto cercou então o túmulo do soldado desconhecido, que representa todos os soldados mortos durante a Primeira Guerra Mundial, com a intenção de protegê-lo dos mais violentos.

Na emissora “LCI”, o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, pediu aos “coletes amarelos” que dialogassem com o governo, embora este se mantenha firme em sua decisão de elevar os impostos sobre os combustíveis em janeiro, a principal queixa dos manifestantes que também clamam contra a redução do poder aquisitivo dos franceses.

*Com EFE