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Ministro francês diz que joias roubadas do Louvre têm valor ‘incalculável’

Em ação que durou apenas sete minutos, criminosos levaram nove peças das coleções de Napoleão e de reis franceses; museu foi evacuado e ficará fechado durante todo o dia

Nicolas Robert

Fachada sudeste do Museu do Louvre é vista fechada no Quai François-Mitterrand, após um assalto ao Museu
Fachada sudeste do Museu do Louvre é vista fechada no Quai François-Mitterrand, após um assalto ao Museu EFE / EPA / MOHAMMED BADRA

Um grupo de ladrões roubou na manhã deste domingo (19), em apenas sete minutos, joias na galeria Apolo do Museu do Louvre que têm “um valor patrimonial e histórico incalculável”, informou o ministro do Interior da França, Laurent Núñez. “Tenho uma grande confiança de que encontraremos muito rapidamente os autores e, sobretudo, os bens roubados”, declarou Núñez em entrevista à emissora “France Inter”, na qual destacou que os primeiros elementos apontam que os ladrões haviam feito um reconhecimento prévio.

O ministro não quis detalhar quais são as joias roubadas, além de que estavam na galeria Apolo, mas o “Le Parisien” indicou que foram nove peças da coleção de joias de Napoleão e da coleção dos reis franceses, incluindo um colar, uma tiara e um broche.

O que ele explicou é que foram três ou quatro pessoas que entraram no museu usando um elevador de carga que lhes permitiu subir até o primeiro andar. Lá, arrombaram uma janela e se dirigiram às vitrines onde estavam as joias e, com os itens roubados, fugiram de moto.

O titular do Interior insistiu que os ladrões “agiram muito, muito rápido”, mas também que as forças de segurança chegaram “imediatamente”, que estão mobilizadas e que, neste tipo de ocorrência, seu nível de sucesso é superior a 50%.

Núñez foi esta manhã, pouco depois do incidente, ocorrido entre 9h30 e 10h (hora local), ao Museu do Louvre, onde também foi a ministra da Cultura, Rachida Dati.

O Louvre foi totalmente evacuado e ficará fechado durante todo o dia, sobretudo “para preservar as provas” do roubo com as quais os investigadores vão trabalhar, que também têm imagens de videovigilância.

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O ministro reconheceu que “há uma fragilidade” na segurança dos museus franceses e, por isso, foi lançado um programa para melhorar a situação, o que também afeta o Louvre. Ao mesmo tempo, quis deixar claro que “não se pode impedir tudo” e “não se pode esperar que o risco zero exista”. A Promotoria de Paris, que conduzirá a investigação, abriu um inquérito por roubo de quadrilha e associação criminosa.

O Louvre é o museu mais visitado do mundo, com 8,7 milhões de pessoas no ano passado.

*Com informações da EFE
Publicado por Nícolas Robert

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