Ministro francês diz que joias roubadas do Louvre têm valor ‘incalculável’

Em ação que durou apenas sete minutos, criminosos levaram nove peças das coleções de Napoleão e de reis franceses; museu foi evacuado e ficará fechado durante todo o dia

  • Por Jovem Pan
  • 19/10/2025 10h34
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EFE / EPA / MOHAMMED BADRA Fachada sudeste do Museu do Louvre é vista fechada no Quai François-Mitterrand, após um assalto ao Museu Fachada sudeste do Museu do Louvre é vista fechada no Quai François-Mitterrand, após um assalto ao Museu

Um grupo de ladrões roubou na manhã deste domingo (19), em apenas sete minutos, joias na galeria Apolo do Museu do Louvre que têm “um valor patrimonial e histórico incalculável”, informou o ministro do Interior da França, Laurent Núñez. “Tenho uma grande confiança de que encontraremos muito rapidamente os autores e, sobretudo, os bens roubados”, declarou Núñez em entrevista à emissora “France Inter”, na qual destacou que os primeiros elementos apontam que os ladrões haviam feito um reconhecimento prévio.

O ministro não quis detalhar quais são as joias roubadas, além de que estavam na galeria Apolo, mas o “Le Parisien” indicou que foram nove peças da coleção de joias de Napoleão e da coleção dos reis franceses, incluindo um colar, uma tiara e um broche.

O que ele explicou é que foram três ou quatro pessoas que entraram no museu usando um elevador de carga que lhes permitiu subir até o primeiro andar. Lá, arrombaram uma janela e se dirigiram às vitrines onde estavam as joias e, com os itens roubados, fugiram de moto.

O titular do Interior insistiu que os ladrões “agiram muito, muito rápido”, mas também que as forças de segurança chegaram “imediatamente”, que estão mobilizadas e que, neste tipo de ocorrência, seu nível de sucesso é superior a 50%.

Núñez foi esta manhã, pouco depois do incidente, ocorrido entre 9h30 e 10h (hora local), ao Museu do Louvre, onde também foi a ministra da Cultura, Rachida Dati.

O Louvre foi totalmente evacuado e ficará fechado durante todo o dia, sobretudo “para preservar as provas” do roubo com as quais os investigadores vão trabalhar, que também têm imagens de videovigilância.

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O ministro reconheceu que “há uma fragilidade” na segurança dos museus franceses e, por isso, foi lançado um programa para melhorar a situação, o que também afeta o Louvre. Ao mesmo tempo, quis deixar claro que “não se pode impedir tudo” e “não se pode esperar que o risco zero exista”. A Promotoria de Paris, que conduzirá a investigação, abriu um inquérito por roubo de quadrilha e associação criminosa.

O Louvre é o museu mais visitado do mundo, com 8,7 milhões de pessoas no ano passado.

*Com informações da EFE
Publicado por Nícolas Robert

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