‘Não vamos hesitar em iniciar uma guerra se Taiwan anunciar independência’, afirma China

Ministro da Defesa chinês participou de um fórum sobre segurança e pediu que os EUA parem de usar a ilha para conter Pequim

  • Por Jovem Pan
  • 10/06/2022 12h22
Roslan RAHMAN / AFP China e EUA O ministro da Defesa da China, Wei Fenghe, participa da recepção de abertura na cúpula do Diálogo Shangri-La em Cingapura

As tensões entre a China e Taiwan aumentam a cada dia. Nesta sexta-feira, 10, o porta-voz do ministério da Defesa, Wu Qia, afirmou que o exército chinês não hesitará em iniciar uma guerra com a ilha caso ela declare independência. “Se alguém se atrever a separar Taiwan da China, o exército chinês não hesitará em iniciar uma guerra, custe o que custar”, disse durante uma reunião com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin. O representante também informou que vai adiar qualquer complô de independência de Taiwan e defenderá “com determinação a unificação da pátria”.

Durante o encontro realizado presencialmente na Singapura, às margens do chamado Diálogo de Shangri-la, um fórum sobre segurança, Wei insistiu que Taiwan pertence à China e que os Estados Unidos não deveriam “usar a ilha para conter a Pequim”, segundo o ministério. Já do outro lado, o Pentágono informou que Austin instou os chineses a “se absterem de novas ações desestabilizadoras contra Taiwan” – ilha que possui 24 milhões de habitantes e que eles consideram como uma de suas províncias. Embora não controle o território, prometeu tomá-la algum dia pela força se for necessário.

O clima entre China, Taiwan e Estados Unido ficou mais quente depois que o presidente norte-americano, Joe Biden, se comprometeu, no dia 23 de maio, com a defesa militar da ilha autônoma caso os chineses tentem tomá-la a força. Eles também começaram a discutir sobre negociações comerciais, a qual os EUA consideram como um avanço histórico que “abririam mais possibilidades de cooperação econômica. Desde 1994, os norte-americanos e os taiwaneses estão vinculados por um “marco” de comércio e investimentos. A China se opõe a esses dois últimos acontecimentos e chegou a pedir aos norte-americanos que se abstenham de enviar um sinal errôneo aos separatistas que desejam a independência.