Nélida Piñon recebe prêmio literário por conjunto da obra, em Portugal

  • Por Jovem Pan
  • 22/12/2018 16h01
Nilton Fukuda/Estadão ConteúdoEscritora de 81 anos foi primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras

A escritora brasileira Nélida Piñon, aos 81 anos, recebeu nesta semana o prêmio Vergílio Ferreira, entregue pela Universidade de Évora, em Portugal. Desde 1997, a instituição reconhece anualmente o conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa. A premiação foca em textos narrativos e ensaios.

A escolha de Nélida foi decidida por um júri presidido pelo professor Antonio Sáez Delgado e integrado por docentes de outras faculdades e também pela crítica literária Anabela Mota Pereira. O anúncio da vencedora da edição de 2019 que leva o nome de um ficcionista português aconteceu na quinta-feira (20).

Carreira

Nascida no Rio de Janeiro em 1937, Nélida Piñon se formou em Jornalismo com 20 anos. Pouco depois, começou seu trabalho como correspondente na revista Mundo Novo e como colaboradora na publicação Cadernos Brasileiros. Seu primeiro romance, “Guia-mapa de Gabriel Arcanjo”, foi publicado em 1961.

A obra considerada principal na carreira da escrita é “A casa da paixão” (1977). Ao todo, ela já publicou dez romances, dois livros de memórias, quatro obras com contos e uma com crônicas, além de três ensaios. Para o público infanto-juvenil, escreveu e publicou em 1996 a história “A roda do vento”.

Imortal

Em julho de 1989, Nélida Piñon foi eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela é a quinta ocupante da cadeira que tem Pardal Mallet como patrono. De 1996 a 1997, a escritora de raízes galegas se tornaria a primeira mulher a ser presidente da associação fundada por Machado de Assis.

Agraciados

Desde que foi criado, o Prêmio Vergílio Ferreira já reconheceu a qualidade do trabalho de nomes como o do moçambicano Mia Couto, autor de “Terra Sonâmbula” – uma das leituras tornadas obrigatórias em diversos vestibulares de universidades públicas brasileiras.

*Com informações da EFE