Netanyahu apoia “posição firme” dos EUA de reforçar sanções contra o Irã

  • Por Agência EFE
  • 21/05/2018 15h32
Agência EFE"Se perguntar à maioria dos governos qual é a principal barreira para a paz, eles diriam três coisas: Irã, Irã e Irã", declarou o chefe de governo israelense

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apoiou “a posição firme” anunciada nesta segunda-feira pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, de reforçar as sanções contra o Irã e pediu para que todos os países sigam “a liderança americana”.

Netanyahu elogiou a mudança de política realizada pelo presidente americano, Donald Trump, “não só em relação a Jerusalém, mas também ao Irã”.

“Se perguntar à maioria dos governos e aos líderes no Oriente Médio qual é a principal barreira para a paz e a maior ameaça a nossa segurança, eles diriam três coisas: Irã, Irã e Irã”, declarou o chefe de governo israelense.

De acordo com Netanyahu, se o Irã quisesse um programa nuclear pacífico não teria escondido os arquivos que ele mostrou no início deste mês, uma semana antes de os EUA confirmarem a saída do pacto assinado em 2015 entre o Irã e diversos países.

“O Irã não destruiu o seu protótipo, o Irã o escondeu, mentiu sobre ele, o movimentou de um lugar para outro porque está buscando armas nucleares”, denunciou.

“Duras sanções e o Irã deveria sair da Síria. Acreditamos que é a política correta, acreditamos que é a única política que pode finalmente garantir a segurança no Oriente Médio e a paz na região”, defendeu o chefe de governo israelense.

Pompeo anunciou nesta segunda-feira a imposição de “uma pressão financeira sem precedentes ao regime iraniano” e advertiu a Europa que as companhias que fizerem negócios no Irã deverão “prestar contas” e enfrentar penalizações econômicas.

O JCPOA (sigla em inglês do pacto), assinado em 2015 entre Irã e o Grupo 5+1 (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha), limita o programa atômico de Teerã em troca da suspensão das sanções internacionais.

Trump anunciou em 8 de maio que os EUA sairiam desse acordo nuclear com o Irã e voltariam a impor sanções contra o país, que começarão a ser aplicadas a partir de agosto e novembro.