Netanyahu diz que não tem escolhas e ‘precisa derrotar o Hamas por completo’ 

Em conversa com a imprensa estrangeira em Jerusalém, ele defendeu a ofensiva militar planejada no território palestino e disse que ‘o objetivo não é ocupar Gaza, mas libertá-la’

  • Por Jovem Pan
  • 10/08/2025 16h00 - Atualizado em 10/08/2025 16h08
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EFE/ABIR SULTAN / POOL benjamin netanyahu Primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, garantiu neste domingo em uma conferência anterior à imprensa internacional em Jerusalém que Israel lançará "muito pronto" sua ataque contra a cidade de Gaza e os acampamentos de refugiados no centro e no enclave (conhecidos como a zona de Mawasi), que consideram os últimos bastiões de Hamás na Franja

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (10) que o país “não tem escolha a não ser terminar o trabalho e derrotar o Hamas por completo”. Em conversa com a imprensa estrangeira em Jerusalém, ele defendeu a ofensiva militar planejada no território palestino e disse que “o objetivo não é ocupar Gaza, mas libertá-la”. “Concluímos grande parte do trabalho. Temos entre 70% e 75% de Gaza sob controle militar israelense”, declarou o líder israelense durante uma coletiva de imprensa em Jerusalém. “Mas ainda temos dois bastiões: a cidade de Gaza e os campos” no centro da Faixa de Gaza. “Não temos outra opção para concluir o trabalho. Esta é a melhor maneira de terminar a guerra e a melhor maneira de terminá-la rapidamente”.

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Segundo Netanyahu, a operação terá cinco fases. “Em primeiro lugar, desarmar o Hamas. Em segundo lugar, libertar todos os reféns. Em terceiro lugar, desmilitarizar Gaza. Em quarto lugar, Israel exercerá um controle de segurança preponderante. Em quinto lugar, uma administração civil pacífica não israelense”, resumiu o primeiro-ministro. Netanyahu também reagiu ao que chamou de “campanha global de mentiras” contra o plano, que vem recebendo críticas dentro e fora de Israel. Segundo ele, há um “prazo relativamente curto” para os próximos passos em Gaza, que incluem a desmilitarização do território, o controle de segurança sob responsabilidade das Forças de Defesa de Israel e a criação de uma administração civil não israelense.

O premiê disse ainda que ordenou às forças armadas, nos últimos dias, que “tragam mais jornalistas estrangeiros” para cobrir o conflito – algo inédito desde o início da guerra, já que a entrada de repórteres em Gaza tem ocorrido apenas em visitas organizadas pelo Exército. Netanyahu voltou a atribuir ao grupo terrorista Hamas a responsabilidade por mortes de civis, destruição e falta de ajuda humanitária no enclave.

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