Netanyahu e Trump endurecem contra Hamas após fracasso em Doha por trégua: ‘Não querem acordo, querem morrer’

Após o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, deixar a mesa de negociação, grupo terrorista disse que americanos ‘distorcem a realidade’ e ‘estão alinhadas à posição israelense’

  • Por da Redação
  • 25/07/2025 13h36 - Atualizado em 25/07/2025 13h37
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ABEDIN TAHERKENAREH/EFE/EPA Iranianos participam de protesto contra Israel em razão da situação de desnutrição na Faixa de Gaza Iranianos participam de protesto contra Israel em razão da situação de desnutrição na Faixa de Gaza

O grupo terrorista palestino Hamas criticou duramente o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, após declarações do diplomata responsabilizando a organização pelo fracasso nas negociações indiretas com Israel para um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Segundo Basem Naim, dirigente do comitê político do Hamas, as falas de Witkoff “distorcem a realidade” e “estão alinhadas à posição israelense”.

A reação do Hamas veio após Witkoff anunciar, na quinta-feira (24), o retorno da delegação americana de Doha, no Catar, local das negociações. Segundo o diplomata, a decisão foi tomada diante da “falta de vontade” do grupo terrorista em avançar nas tratativas. Ele classificou a postura do grupo como “egoísta”. Nesta sexta-feira (25), o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou a crítica ao afirmar que o Hamas “não quer alcançar um acordo”.

Também nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou as críticas. “O Hamas realmente não queria chegar a um acordo. Acho que eles querem morrer. Foi uma pena”, afirmou a repórteres antes de embarcar para a Escócia. Segundo Trump, o grupo não quis negociar porque teme as consequências após a libertação dos últimos reféns: “Eles sabem o que acontece depois que recuperamos os últimos reféns. E é basicamente por isso que não quiseram chegar a um acordo.”

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu endossou as declarações americanas e acusou o Hamas de ser o principal obstáculo para um acordo. “Agora estamos considerando opções alternativas para trazer nossos reféns para casa, acabar com o regime terrorista do Hamas e garantir uma paz duradoura para Israel e nossa região”, disse em comunicado. As negociações por um cessar-fogo estão paralisadas desde a rodada mais recente realizada em Doha, no Catar, e ainda não há previsão para uma retomada do diálogo.

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Em resposta às acusações, o Hamas divulgou nota afirmando estar “surpreso” com as declarações americanas e reafirmou seu compromisso com o avanço das negociações. O grupo disse continuar disposto a buscar um acordo de cessar-fogo permanente e trabalhar para superar os obstáculos no diálogo com mediação internacional.

Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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