Número de feridos em tiroteio em escola do Texas sobe para 13

  • Por Agência EFE
  • 19/05/2018 19h00 - Atualizado em 19/05/2018 19h08
Agência EFEO atirador foi identificado como Dimitris Pagourtzis, de 17 anos

O FBI elevou neste sábado para 13 o número de feridos no tiroteio registrado ontem em uma escala de Santa Fé, no Texas, enquanto os agentes seguem tentando esclarecer o que levou um jovem de 17 anos a matar dez pessoas no massacre.

Entre os feridos estão dois seguranças da escola, internados em estado crítico, informou o chefe de polícia do Departamento de Santa Fé, Walter Braun, em entrevista coletiva.

Braun explicou que os dois agentes atuaram da “melhor forma possível” e que tinham treinamento para responder a esse tipo de situação. Por isso, os ferimentos se devem à magnitude do ataque e não por falta de competência.

“Fizeram o que tinham que fazer segundo o protocolo, tentaram deter o suspeito e estamos orgulhosos do trabalho deles”, disse.

As autoridades de Santa Fé não quiseram dar mais detalhes sobre as possíveis motivações que levaram o jovem Dimitris Pagourtzis, de 17 anos, a matar dez pessoas, a maioria delas amigos de escola.

Os estudantes afirmaram a jornalistas que o atirador era um menino tranquilo, bastante tímido e quieto que jogava no time de futebol americano da escola. Por isso, eles jamais pensavam que o colega poderia cometer esse tipo de atrocidade.

No entanto, no perfil de Pagourtzis no Facebook é possível ver imagens que mostram elementos totalitários, como itens nazistas. Paradoxalmente, em sua principal foto na rede social, o jovem está com um boné que tem um símbolo da paz.

Na mesma plataforma, o atirador publicou uma foto de uma camisa com a mensagem “Nascido para Matar”, que, segundo a imprensa americana, ele estava vestindo na hora em que invadiu a escola.

A personalidade de Pagourtzis é uma das grandes dúvidas dos investigadores, que tentam descobrir porque ele roubou uma escopeta e uma pistola do arsenal do pai para abrir fogo contra os alunos.

Na primeira declaração à Justiça ontem, o jovem reconheceu ser o artirador e revelou que o plano era se suicidar depois do massacre, mas que não teve coragem de tirar a própria vida.

Além disso, ele afirmou que evitou atirar contra pessoas das quais gostava para que elas pudessem depois contar sua história.

Após a audiência, Pagourtzis foi levado de volta para uma cela na prisão de Galveston, no Texas, onde está sendo mantido isolado de outros presos. Lá, ele vai esperar o julgamento que pode levá-lo a ser condenado a prisão perpétua.

O juiz do condado de Galveston, Mark Henry, disse hoje que as autoridades encontraram explosivos caseiros com o jovem. Por sorte, segundo o magistrado, eles ainda não estavam prontos.

A escola ficará fechada até terça-feira para que os agentes possam terminar o trabalho de busca por explosivos. Por isso, a direção pediu que donos de veículos que tenham estacionado no local retirem seus carros para facilitar o processo.

O governo pediu que os cidadãos doem sangue para os feridos, que estão em estado crítico. O jogador J.J. Watt, do Houston Texans, equipe de futebol americano do estado, anunciou que está disposto a pagar pelo funeral das vítimas.