Obama apela a Mandela contra “cinismo” que ataca democracia

  • Por EFE
  • 17/07/2018 15h32
EFE/ Str Ex-presidente dos EUA Barack Obama cumprimenta viúva de Nelson Mandela, Graca Machel, ao lado do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa (dir.) e do professor Njabulo Ndebele (esq) por ocasião do Dia de Mandela, em Johannesburgo

O ex-presidente americano Barack Obama participou nesta terça-feira do evento em comemoração ao centenário de Nelson Mandela e lembrou que ele batalhou por um mundo melhor e tentou combater o “cinismo” e a crescente “política do medo” que atacam a democracia.

“No aniversário número 100 de ‘Madiba’, nos vemos em uma encruzilhada, um momento em que duas visões muito diferentes do futuro da humanidade competem sobre quem somos e quem devemos ser. Deixa eu dizer no que eu acredito. Acredito na visão de Nelson Mandela, acredito na visão compartilhada por Gandhi e King, acredito na justiça e na premissa de que todos nascemos iguais”, afirmou Obama, principal nome da conferência organizada pela Fundação Mandela, em um estádio de Johanesburgo, entre palmas.

Em uma longa fala para cerca de 15 mil pessoas e convidados como chefes de Estado e o ex-secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Kofi Annan, Obama, admirador confesso de Mandela, contou como o exemplo de luta e sacrifício de Mandela deve servir de exemplo para todos os que acreditam na democracia e na igualdade nestes “tempos incertos”.

Obama afirmou que, apesar da história de “Madiba” (como Mandela é popularmente conhecido na África do Sul), o herói da luta contra o Apartheid tem uma história de sucesso e que hoje o progresso humano enfrenta grandes problemas. Como exemplos falou do terrorismo internacional, do crescente autoritarismo na Rússia, das violações de direitos humanos e do avanço do nacionalismo e do racismo na Europa e nos Estados Unidos. Também criticou, sem dar nomes, que existem líderes políticos que desprezam a “verdade objetiva” e preferem “inventar coisas”.