OMS descarta agravamento na epidemia do coronavírus após atualização na China

O novo vírus já causou a morte de 1.369 pessoas infectadas, com um registro nas Filipinas e outro no Japão

  • Por Jovem Pan
  • 13/02/2020 16h00
Divulgação/WHOO diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus

O forte aumento dos casos e de mortes pelo coronavírus na província de Hubei, na China, anunciado nesta quinta-feira (13), não indica um agravamento da crise no país e no mundo, garantiram representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS), em entrevista coletiva.

“O crescimento se deve, em parte, pelas mudanças sobre como os casos são diagnosticados e reportados. Agora, os médicos em Hubei podem declarar um paciente suspeito como confirmado, sem que haja a necessidade de aguardar os resultados de exames”, apontou o diretor executivo da OMS para Emergências Sanitárias, Michael Ryan.

Muitos dos novos casos, na realidade, remontam há “vários dias, semanas, inclusive, ao princípio da epidemia”, afirmou o representante da organização, destacando que não existe uma onda de novos casos diários.

Ryan ainda afirmou que elevações como a apresentada ontem pelas autoridades chinesas, não voltará a se repetir. “Devemos ser cautelosos na hora de chegar a determinadas conclusões e ao interpretar os dados. Não devemos reagir diretamente aos números”, explicou o diretor da OMS, também encarregado de coordenar a resposta à epidemia com outras agências da ONU.

No restante da China e em outros países, explicou Ryan, segue sendo necessária a confirmação no laboratório, por isso, não são esperados aumentos diários agudos como em Hubei, em outras regiões.

Segundo os últimos números da OMS, o coronavírus já infectou 47.054 pessoas, sendo 46.550 em território chinês. Ao todo, são 1.369 mortos, com um registro nas Filipinas e outro no Japão, esse último, divulgado nesta quinta.

*Com informações da EFE