ONU: Pandemia da covid-19 é maior desafio desde a 2ª Guerra Mundial

  • Por Jovem Pan
  • 01/04/2020 08h21 - Atualizado em 01/04/2020 08h21
LUIDGI CARVALHO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOO relatório da ONU indica que cerca de 25 milhões de postos de trabalho no mundo vão desaparecer devido ao surto

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que a pandemia da covid-19 é o maior desafio que o mundo enfrenta desde a Segunda Guerra Mundial. Para ele, a situação pode levar a uma recessão sem paralelo e, por isso, exige resposta forte e eficaz.

“É a combinação de uma doença ameaçadora para todo o mundo e de um impacto econômico que conduzirá a uma recessão sem precedentes”, argumenta Guterres para explicar porque essa pandemia é o pior momento desde que as Nações Unidas foram criadas, há 75 anos.

“A combinação dos dois fatores e o risco de uma instabilidade acumulada, de violência acumulada, de conflitos acumulados” fazem desta crise o maior desafio desde a Segunda Guerra Mundial.

Em pronunciamento na sede da ONU, em Nova York, no lançamento de um relatório sobre as consequências econômicas potenciais da crise, Guterres afirmou que a comunidade internacional está longe do que deveria nesta solidariedade.

“Estamos longe de ter um dispositivo mundial para ajudar os países em desenvolvimento a eliminar a doença, gerando consequências dramáticas para essas populações em termos de desemprego, o encerramento de pequenas empresas e o fim do comércio informal”, acrescenta.

O relatório da ONU indica que cerca de 25 milhões de postos de trabalho no mundo vão desaparecer devido ao surto. O documento prevê uma pressão negativa de cerca de 40% nos fluxos de investimento estrangeiro direto global.

Guterres apelou aos países industrializados que apoiem as nações menos desenvolvidas o enfrentamento da doença.   “Precisamos de uma imediata resposta de saúde coordenada para suprimir a transmissão e parar a pandemia”.

A ONU criou, na terça-feira (31), um fundo destinado aos países em desenvolvimento, depois de ter feito na semana passada um apelo aos países pobres e em conflito.

*Com informações da Agência Brasil