Após novo avanço da Covid-19, Palestina decreta estado de emergência

Desde o início de março, essa é a terceira vez que Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), emite tal a medida

  • Por Jovem Pan
  • 05/07/2020 10h27
EFE/EPA/ALAA BADARNEHO estado de emergência durará um mês, até 5 de agosto, mas poderá ser prorrogado, se necessário

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, declarou neste domingo (5) estado de emergência. A decisão acontece após aumento contínuo das infecções causadas pelo novo coronavírus nos territórios palestinos, o que forçou o governo a impor severas restrições nos últimos dias. “As autoridades devem continuar tomando todas as medidas necessárias para enfrentar os perigos do coronavírus, proteger a saúde pública e garantir segurança e estabilidade”, afirma o decreto presidencial, segundo a agência de notícias oficial “Wafa”.

Essa é a terceira vez neste ano que Abbas emite tal medida desde o início de março, quando as primeiras infecções pela doença foram registradas na Cisjordânia. O estado de emergência durará um mês, até 5 de agosto, mas poderá ser prorrogado, se necessário. Inicialmente, o impacto da Covid-19 na Palestina foi considerado suave, tendo a região até mesmo adotado processo de reabertura as atividades econômicas.

Entretanto, a retomada levou a um aumento preocupante dos casos e a uma alta no número de mortes, o que atingiu números recordes nesta semana e gerou preocupação. O Ministério da Saúde da Palestina relatou, neste domingo, mais duas mortes pela doença, elevando o total para 19.

Ao mesmo tempo, novas infecções continuam sendo reportadas. Em 12h horas, foram registrados 208 casos na Cisjordânia, a maioria na província de Hebron, onde o foco da pandemia está localizado. Desde sexta-feira (3), as autoridades ordenaram um fechamento quase total da Cisjordânia, que deverá restringir a circulação até a próxima quarta-feira (8).

Ao todo, os territórios palestinos (Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, com uma população de 5 milhões de habitantes) registraram um total de 4.458 pessoas  contaminadas.

*Com informações da EFE