Partido de Macron lança guia para ajudar simpatizantes a defender o governo no Natal

  • Por Jovem Pan
  • 24/12/2018 17h11
Agência EFEO partido do presidente francês Emmanuel Macron fez uma cartilha para que seus membros defendam o governo nas discussões políticas no Natal

A República em Marcha, o partido do presidente da França, Emmanuel Macron, divulgou nesta segunda-feira (24) uma espécie de cartilha para que seus simpatizantes saibam como defender as políticas do governo durante a ceia de Natal.

O líder da legenda, Stanilas Guerini, explicou à emissora “Franceinfo” que não se trata de um “manual de sobrevivência” para as discussões políticas comuns nessa época festiva. A cartilha, segundo ele, é uma tentativa do partido de dar mais informações aos filiados, em momento de alta tensão política na França devido aos protestos dos “coletes amarelos”.

Os conselhos enviados aos 400 mil membros do jovem partido, que controla a Assembleia Nacional com maioria absoluta, continham uma série de prováveis afirmações com uma bateria de respostas prontas. “O que fazer se um familiar disser que Macron é o presidente dos ricos? Lembre-o das leis que ele aprovou contra a evasão fiscal e que a redução de impostos para as empresas será maior para as de menor tamanho”, recomenda o manual. A cartilha também aconselha a forma como conduzir uma discussão política, pedindo para que o interlocutor ofereça propostas.

A estratégia para orientar a base do República em Marcha não é nova. Em 2017, o partido havia divulgado um documento similar para discussões políticas com os familiares.

Queda na popularidade

O governo de Macron foi abalado pelos protestos do movimento dos “coletes amarelos”. Desta forma, o presidente agora tem apenas 27% de aprovação por parte da população francesa.

Macron é acusado pelos “coletes amarelos” de não conhecer de perto os problemas cotidianos dos cidadãos. Por isso, para tentar conter o ímpeto dos manifestantes, o presidente teve que desistir de alguns planos econômicos e anunciar medidas, como um reajuste do salário mínimo, para aumentar o poder aquisitivo da população.

Apesar do gesto, uma parte dos “coletes amarelos” segue ainda mobilizada e exige um novo sistema político que funcione por meio de consultas populares.

*Com EFE