Pedro Sánchez anuncia que permanecerá no cargo de chefe de Governo da Espanha
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (29) que permanecerá à frente do Executivo, após ameaçar renunciar devido ao assédio pessoal que afirma sofrer da oposição. “Decidi continuar”, afirmou Sánchez em uma mensagem ao país no Palácio da Moncloa. O anúncio acaba com o cenário de incerteza que iniciou na última quarta-feira (24), quando o primeiro-ministro disse que teria alguns dias para refletir sobre a renúncia, após criticar o “assédio” da direita e da extrema-direita contra sua família com a divulgação da abertura de uma investigação judicial contra sua esposa, Begoña Gómez, por suposta “corrupção“. A ausência do primeiro-ministro gerou manifestações da população espanhola.
De acordo com a Lusa, agência de notícias de Portugal, a manifestação deste domingo (28) reuniu cerca de 5.000 pessoas. Já no sábado (27), os protestos somaram mais de 10.000 manifestantes. A acusação, aceita por um Tribunal de Madri, foi feita pela organização Manos Limpias (Mãos Limpas), que afirma ser “anticorrupção”. As provas se baseiam em um conjunto de reportagens sobre o tema do jornal espanhol El Confidencial. Em seu perfil no “X” (antigo Twitter), Sánchez afirmou que as denúncias são baseadas em notícias falsas de “jornais de extrema-direita”. Atribuiu o caso a uma manobra dos partidos PP (Partido Popular) e Vox para enfraquecê-lo politicamente e disse que a ação contra sua mulher foi premeditada.
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Na Espanha, a esposa do Chefe de Governo não é considerada a primeira-dama, por isso, Gómez, não tem um cargo público nem um escritório oficial. Atualmente ela é diretora da Cátedra Extraordinária de Transformação Social da Universidade Complutense de Madri. Também é co-diretora do Mestrado em Transformação Social Competitiva e da Direção de Fundraising Público e Privado em Organizações sem Fins Lucrativos. Embora não seja ativa nas redes sociais, Begoña é presente no LinkedIn, registrando sua experiência no campo de marketing e arrecadação de fundos.
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*Com informações da AFP