Plano de Trump para baratear remédios combaterá “injustiças” de outros países

  • Por Estadão Conteúdo
  • 11/05/2018 19h07
EFE/ Shawn ThewPresidente norte-americano declarou que o conjunto de medidas na área de saúde prezará por mais competitividade como forma de reduzir o valor nas etiquetas

O plano de ação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para baixar os preços de remédios no país inclui medidas para combater o que a Casa Branca acredita serem práticas injustas de companhias estrangeiras, que estariam aproveitando condições favoráveis de mercado nos EUA sem que seus países de origem ofereçam contrapartida similar a concorrentes americanos

“O representante comercial dos EUA (Robert Lighthizer) vai priorizar a abordagem de políticas injustas de propriedade intelectual e acesso a mercado em nossos acordos comerciais, de forma que parceiros contribuam com uma fatia justa à inovação”, diz o comunicado do gabinete de Trump.

Nesta sexta-feira (11), o presidente americano declarou em discurso que o conjunto de medidas na área de saúde prezará por mais competitividade como forma de reduzir o valor nas etiquetas.

Da mesma forma, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês) promete trabalhar com vários outros braços do governo para combater o “roubo de propriedade intelectual” de produtos farmacêuticos americanos.

Além disso, o plano revelado mais cedo também visa promover a venda de medicamentos “biossimilares” e genéricos, avaliar a possibilidade de exigir que as empresas farmacêuticas revelem em seus anúncios quanto custam os produtos e acelerar o processo de aprovação regulatória para remédios sem necessidade de prescrição.

Outra medida anunciada é a de tornar mais rápido e baixar o custo do acesso a novos medicamentos ao esclarecer as políticas para compartilhamento de informações entre seguradoras e farmacêuticas.

O governo americano também prometeu publicar uma comparação de preços de remédios nos Estados Unidos com os custos em outros países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), para examinar possíveis disparidades.

Garantiu, ainda, que proibirá tipos de contrato feitos sob o Medicare, uma parte do sistema de saúde pública conhecido como Obamacare, que impedem funcionários de farmácias de informar a pacientes quando podem gastar menos ao optar por pagar do próprio bolso, sem usar seguro de saúde.