Polícia americana intercepta novo pacote suspeito endereçado a ‘CNN’

  • Por Jovem Pan
  • 29/10/2018 17h38
Reprodução/Twitter/CNNSuposto autor do envio está preso e deverá ser levado a julgamento

As autoridades americanas interceptaram nesta segunda-feira, 29, outro pacote suspeito endereçado à sede da rede de televisão “CNN”, este já é o 14º artefato com estas caraterísticas dirigidos a figuras democratas e à emissora desde a semana passada.

“Outro pacote suspeito enviado à ‘CNN’ foi interceptado. Desta vez em Atlanta. Todas as correspondências estão sendo inspecionadas fora do local”, afirmou a “CNN” na conta oficial de sua equipe de imprensa no Twitter.

O presidente da emissora, Jeff Zucker, disse que não existe “perigo iminente” para a sede da empresa e que “Todas as correspondências, em todas as delegações domésticas da ‘CNN’, estão sendo inspecionadas em outras instalações desde a última quarta-feira, 24, portanto este pacote não teria chegado diretamente à sede da ‘CNN'”.

O ex-presidente Barack Obama, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, assim como a congressista democrata, Debbie Wasserman Schultz, cujo destinatário era Eric Holder, que foi procurador-geral dos EUA durante o primeiro mandato de Barack Obama já haviam recebido pacotes semelhantes na semana passada.

Também na semana passada, um pacote, foi enviado ao edifício Time Warner de Nova York, onde estão localizados os escritórios da “CNN”, que tinha como destinatário o ex-diretor da CIA John Brennan.

Todos os destinatários dos pacotes tem em comum o lado democrata e todos são inimigos políticos do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo vários veículos de imprensa americanos.

O suposto autor do envio, Cesar Sayoc, foi detido na última sexta-feira, 26, pelas autoridades, que o identificaram pelas impressões digitais presentes no artefato enviado à congressista democrata Maxine Waters. De acordo com veículos de imprensa locais, o acusado comparecerá pela primeira vez diante de um juiz por este caso em uma Corte Federal de Miami, na Flórida.

*Com informações da agência EFE