Polícia de Bangladesh prende donos de prédio que pegou fogo e matou 26

  • Por Jovem Pan
  • 31/03/2019 10h12
Agência EFEIncêndio em prédio em Bangladesh matou 26 pessoas e feriu outras 73 na última quinta-feira (28)

A polícia de Bangladesh prendeu dois donos do prédio que pegou fogo na última quinta-feira (28), em Daca, e no qual morreram 26 pessoas. Segundo as autoridades do país informaram neste domingo (31), ficou constatado que o edifício não tinha saídas de emergência.

Um dos proprietários foi preso na noite deste sábado (30) e o outro, S.M.H.I. Faruque foi detido na madrugada deste domingo (31).

“O edifício tinha falhas de engenharia e tinha algumas áreas ilegais. Também carecia de medidas de segurança contra incêndios. Os proprietários foram acusados de negligência”, declarou o detetive-chefe da polícia de Daca, Mashiur Rahman, à agência EFE. O chefe policial comentou ainda que as autoridades estão buscando o construtor do edifício, o terceiro acusado neste caso.

O incêndio

O incêndio ocorreu na última quinta-feira (28) em um dos andares inferiores do prédio, que fica localizado na zona comercial de Daca, capital bangalesa. Muitas pessoas ficaram presas dentro do edifício, já que ele não tinha portas de emergência. Além dos 26 mortos, 73 pessoas ficaram feridas.

O governo bangalês classificou as mortes como “assassinatos” e prometeu tomar medidas contra violações de segurança nos prédios.

Incêndios e desabamentos de construção são comuns em Bangladesh, um país pobre da Ásia do Sul com 160 milhões de habitantes. Muitas vezes as normas de segurança não são respeitadas.

No mês passado, mais de 70 pessoas morreram num incêndio que destruiu vários edifícios na parte antiga de Daca, onde estavam armazenados, de forma ilegal, produtos químicos. Além desse, já ocorreram outros dois grandes incêndios, com vítimas fatais.

De acordo com dados dos Serviços de Bombeiros de Bangladesh, entre 2004 e 2018, 1.970 pessoas morreram no país asiático nos 89.923 incêndios registrados nesse período.

*Com informações da Agência EFE