Polícia dos EUA é acusada de asfixiar veterano com transtornos mentais; veja vídeo

Angelo Quinto estava passando por uma crise de paranoia quando um agente da Califórnia ajoelhou sobre o seu pescoço por pelo menos cinco minutos; ex-integrante da Marinha acabou falecendo

  • Por Jovem Pan
  • 24/02/2021 11h48 - Atualizado em 24/02/2021 12h03
Reprodução Youtube John BurrisSegundo a mãe de Angelo Quinto, o comportamento da polícia foi desnecessário porque a vítima estava calma e não era uma ameaça

O veterano da Marinha dos Estados Unidos, Angelo Quinto, estava passando por uma crise de paranoia quando um agente policial da Califórnia ajoelhou sobre o seu pescoço por pelo menos cinco minutos. Apesar do caso ter acontecido no dia 23 de dezembro, a família do homem de 30 anos só levou o caso à imprensa norte-americana nesta terça-feira, 23. A mãe da vítima, Cassandra Quinto-Collins, relatou ao jornal local Los Angeles Times que a polícia foi acionada porque o seu filho estava passando por uma crise de saúde mental e precisava de ajuda. Ela abraçou Angelo e conseguiu acalmá-lo antes que os agentes chegassem à sua casa em Antioch, nos arredores de San Francisco. “Eu confiei na polícia porque achei que eles sabiam o que estavam fazendo, mas na verdade ele estava passivo e visivelmente não era uma ameaça, então foi absolutamente desnecessário o que fizeram com ele”, afirmou.

Ainda de acordo com Cassandra, Angelo foi algemado e colocado no chão pelos policiais. “Ele dizia ‘Por favor, não me mate’ enquanto o colocavam no chão. Eles o algemaram e um agente colocou o seu joelho nas costas e no pescoço durante todo o tempo em que eu estive no quarto”, relata. Um vídeo gravado pela mãe da vítima mostra Angelo já inconsciente e com marcas de sangue no rosto ao ser levado para o hospital, onde acabaria falecendo. Os parentes do veterano da Marinha entraram com uma reclamação contra a polícia de Antioch na semana passada, o que dá ao departamento mais 45 para responder às acusações. Na sequência, o advogado da família, John Burris, pretende entrar com um processo federal. “Eu me refiro a isso como a técnica de George Floyd, que é o que o extinguiu e não pode ser uma técnica legal”, afirmou Burris.