Por igreja mais inclusiva, papa nomeia primeiro cardeal afro-americano

Wilton Gregory, 72, liderou nos Estados Unidos a resposta da Igreja Católica à crise dos abusos sexuais; escolhas de Francisco mostram que são boas as chances de seu substituto ser um não europeu

  • Por Jovem Pan
  • 28/11/2020 18h27 - Atualizado em 28/11/2020 19h03
Fabio Frustaci/EfeWilton Gregory, primeiro cardeal afro-americano da Igreja Católica, durante a cerimônia que o nomeou na Basílica de São Pedro

O papa Francisco nomeou neste sábado, 28, 13 novos cardeais, entre eles o primeiro afro-americano na história: Wilton Gregory, 72, arcebispo de Washington. A cerimônia na Basílica de São Pedro, conhecida como consistório, foi reduzida devido à pandemia do coronavírus – cada cardeal teve direito a dez convidados. A escolha aponta para uma direção de mais inclusão pregada pelo pontífice desde que ele substituiu Bento 16 no Vaticano. “A elevação do arcebispo Wilton Gregory ao Colégio dos Cardeais é um reflexo da bela e rica diversidade da Igreja Católica. O arcebispo Gregory é o primeiro cardeal afro-americano, e esperamos não seja o último”, celebrou a Diocese de Columbus, nos Estados Unidos. Nascido em Chicago, o norte-americano liderou a resposta da Igreja Católica em seu país à crise dos abusos sexuais e se tornou voz ativa na pressão por melhores relações raciais na instituição.

Estiveram presentes na basílica 11 dos 13 cardeais nomeados. Todos eles foram agraciados com um anel e um tradicional chapéu vermelho, chamado de barrete. O uso de máscaras de proteção contra a Covid-19 também foi necessário. Entre todos os religiosos nomeados, nove têm menos de 80 anos. Outas predileções do papa indicaram que são boas a chance de o substituto de Francisco ser um não europeu. Dos 13 escolhidos, há um cardeal de Ruanda, um de Brunei, um de Filipinas, um do México e um do Chile.