Prefeito de Nova York anuncia vacinação obrigatória para o setor privado

Decisão deve afetar 184 mil empresas do país a partir de 27 de dezembro; crianças maiores de 12 anos também precisarão da imunização para frequentar alguns espaços da cidade

  • Por Jovem Pan
  • 06/12/2021 13h51 - Atualizado em 06/12/2021 13h52
EFE/Ed Reed/Alcaldía de Nueva YorkBill de Blasio anunciou vacinação obrigatória contra a Covid-19 na cidade

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou nesta segunda-feira, 6, que todos os funcionários do setor privado na cidade serão submetidos a uma vacinação obrigatória contra o coronavírus a partir de 27 de dezembro. A decisão tomada pelo prefeito norte-americano vai mais longe do que a medida já tomada pelo presidente Joe Biden, cuja ordem de vacinação obrigatória, que deveria entrar em vigor em 4 de janeiro mas está atualmente suspensa pela justiça, envolvia apenas os funcionários das empresas com mais de 100 trabalhadores. “Aqui, em Nova York, decidimos lançar um ataque preventivo (contra o coronavírus) para fazer algo ousado para parar a propagação da Covid e os riscos que representa para todos”, disse De Blasio à rede de televisão MSNBC. Ele destacou que todos os “trabalhadores do setor privado de Nova York estão sujeitos à obrigação de se vacinarem a partir de 27 de dezembro”, o que afeta quase 184 mil empresas e comércios.

Além disso, a partir da mesma data, os “nova-iorquinos maiores de 12 anos terão que apresentar um comprovante de que receberam duas doses da vacina” para poderem entrar em lugares públicos como restaurantes e teatros, segundo o prefeito, que encerra seu cargo em 31 de dezembro e será substituído por Eric Adams, eleito nas urnas em 2 de novembro. A presença da variante Ômicron do coronavírus está confirmada em ao menos 15 estados do país, entre eles o de Nova York, maior cidade dos EUA, que foi duramente afetada pela pandemia em 2020, com ao menos 34 mil mortes. Até o momento, o país norte-americano é a nação com maior número de mortes causadas pela Covid-19: 787 mil pessoas morreram por causa da doença e 49 milhões foram infectadas desde o começo da pandemia.

*Com informações da AFP