Presidente do Irã vê sanções dos EUA como ‘terrorismo econômico’

  • Por Jovem Pan
  • 08/12/2018 10h40
Reprodução/Flickr "Terrorismo econômico significa criar temor para a economia de um país ", afirmou Rohani

O presidente iraniano, Hassan Rohani, afirmou, neste sábado (7), que as sanções impostas pelos Estados Unidos contra o Irã nos últimos meses são “um claro exemplo de terrorismo econômico”.

Em discurso, foi assim que Rohani se referiu à saída dos EUA do acordo nuclear multilateral assinado em 2015 e ao posterior restabelecimento das sanções econômicas, que entraram em vigor em agosto e novembro.

Essas sanções são “opressivas e ilegais”, disse o governante iraniano em Teerã, na abertura da segunda conferência dos presidentes parlamentares de Afeganistão, China, Irã, Paquistão, Rússia e Turquia.

“Terrorismo econômico significa criar temor para a economia de um país e aterrorizar outros países para que evitem o comércio e os investimentos nesse país”, explicou Rohani em discurso divulgado no site da presidência iraniana.

As sanções americanas são extraterritoriais, por isso que grande parte das empresas de outros países que tinham negócios no Irã abandonaram ou suspenderam as suas atividades diante do temor de sofrerem punições.

Apesar de tudo, o Irã tem buscado fórmulas com os demais signatários do pacto nuclear – Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha -, assim como com outros países vizinhos para manter os canais comerciais.

Rohani argumentou que o Irã está disposto a “cooperar na construção de uma região mais poderosa” que seja “o farol para entrar no mundo pós-americano”.

“Nós, os filhos das grandes civilizações, somos alvos de um assalto em grande escala que não só representa uma ameaça para a nossa identidade e independência, mas também está decidido a romper nossos vínculos de longa duração”, afirmou.

A conferência de parlamentares iniciada neste sábado em Teerã abordará a luta contra o terrorismo e as fórmulas para aumentar a cooperação entre os países participantes, entre outros assuntos.

*Com informações da Agência EFE.