Protestos nos EUA: Nova York amplia toque de recolher até domingo

  • Por Jovem Pan
  • 02/06/2020 16h11
EFE/EPA/ETIENNE LAURENTEUA: Um policial avança contra manifestantes durante protestos antiracistas

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou nesta terça-feira (2) que estenderá até o próximo domingo o toque de recolher imposto devido aos tumultos e saques que se seguiram aos protestos pacíficos pela morte de George Floyd, um negro de 40 anos, durante uma abordagem policial.

Ele condenou a violência e garantiu que “dias difíceis estão chegando”, mas a cidade vai superar o conflito. “Estou tomando medidas imediatas para garantir que haja paz e ordem hoje e esta noite, durante toda a semana em Nova York. Continuaremos o toque de recolher pelo resto da semana até domingo, 7 de junho”, disse Blasio, lembrando que na próxima segunda é a data programada para a cidade iniciar a fase 1 de sua reabertura econômica após a interrupção da atividade devido à pandemia da Covid-19.

De Blasio condenou as “pessoas que atacam Nova York”, lamentou os “ataques violentos” contra policiais durante a noite desta segunda e informou que um deles foi atropelado de propósito. “É inaceitável isso e não nos leva a nada. Quem faz isso é um criminoso, não um manifestante”, completou.

O chefe de polícia, Dermot Shea, informou que cerca de 700 pessoas foram presas nesta segunda após saques durante o anoitecer em partes de Manhattan e do Bronx. Ele defendeu as manifestações pacíficas e os policiais que “estão fazendo o que podem em circunstâncias incrivelmente difíceis”.

“Continuaremos enviando esta mensagem aos nova-iorquinos: não vamos deixar a cidade recuar. Protegeremos todos os cidadãos da cidade e queremos proteger os proprietários”, completou.

Propagação do vírus

O prefeito também acrescentou que estava “muito preocupado” com o fato de o protesto estar sendo responsável por uma possível propagação da Covid-19. “Um dia, dois dias, é uma coisa, mas, à medida que o protesto continua, o perigo aumenta e peço a todos que pensem pessoalmente em si, na sua família, nas pessoas em sua vida”, disse.

Por outro lado, ele afirmou que Nova York “não precisa” do destacamento da Guarda Nacional ou de qualquer ramo das Forças Armadas, pois a cidade já possui 36 mil policiais e, em vez disso, pediu “aos verdadeiros líderes das comunidades e membros do clero deem um passo em frente em prol da paz e contra a violência, tanto contra a propriedade quanto contra as autoridades”.

*Com informações da EFE