Protestos na Venezuela: Colômbia fala em ‘lado certo da história’, Bolívia condena ‘golpe’

  • Por Jovem Pan
  • 30/04/2019 14h41 - Atualizado em 30/04/2019 15h31
Eduardo Oyana/EFEProtestos do país se tornaram assunto em todo o mundo

Desde o início desta terça-feira (30), países de todo o mundo têm se manifestado sobre o dia de extrema tensão vivido pela Venezuela. Enquanto grande parte demonstra apoio ao movimento do auto-proclamado presidente interino Juan Guaidó, alguns poucos seguem defendendo o ditador Nicolás Maduro.

Confira aqui como cada país se manifestou:

Brasil

No início da tarde, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi às redes sociais declarar apoio a Guaidó. “O Brasil se solidariza com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT, PSOL e alinhados ideológicos. Apoiamos a liberdade desta nação irmã para que finalmente vivam uma verdadeira democracia”, escreveu.

Estados Unidos

Os Estados Unidos, mais uma vez, exaltaram a tentativa da oposição de derrubar o regime de Maduro com o auxílio de facções de Forças Armadas que romperam com o chavismo. “Hoje o presidente interino Juan Guaidó anunciou o início da Operação Libertad. O governo dos EUA apoia totalmente o povo venezuelano em sua busca por liberdade e democracia. A democracia não pode ser derrotada”, postou o secretário Mike Pompeo no Twitter.

Em seguida, Donald Trump também publicou que “está monitorando de perto” e que se mantém ao lado do povo venezuelano “pela liberdade”.

Chile

O líder chileno, Sebastian Piñera, reiterou o mesmo posicionamento e destacou que a ditadura deve terminar de maneira pacífica. “Reiteramos nosso total apoio a Guaidó e à democracia na Venezuela. A ditadura de Maduro deve terminar com a força pacífica, e dentro da constituição, do povo venezuelano. Isso irá restaurar as liberdades, a democracia, os direitos humanos e o progresso.”

Argentina

Mauricio Macri, presidente da Argentina, defendeu o movimento da oposição e criticou algumas consequências da atual crise venezuelana. “A falta de democracia não é apenas uma questão política, sendo que traz consigo falta de energia e oferta, perseguição política, expropriações, militarização da política, desrespeito pessoal e paranóia no exercício do poder. Força, Venezuela!”, postou.

Colômbia

O presidente da Colômbia, Iván Duque, fez um apelo aos militares do país para que apoiem o opositor. “Fazemos um chamado aos militares e ao povo da Venezuela para que se coloquem do lado certo da história, rechaçando a ditadura e a usurpação de Maduro; unindo-se em busca de liberdade, democracia e reconstrução institucional”, publicou.

Paraguai

Já Marito Abdo, presidente do Paraguai, foi sucinto na publicação: “Povo corajoso da Venezuela! Sua hora chegou!”.

OEA

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, manifestou apoio à adesão de oficiais das Forças Armadas ao movimento que tenta derrubar o ditador. “Saudamos a adesão de militares à Constituição e ao autodeclarado presidente. É necessário o mais pleno respaldo ao processo de transição democrática de forma pacífica”, disse ao compartilhar uma mensagem de Guaidó.

Bolívia

Em um texto que foi compartilhado pelo próprio Maduro, Evo Morales, presidente da Bolívia, por sua vez, declarou que o movimento da oposição é um “golpe da direita submissa a interesses estrangeiros”. “Condenamos a tentativa de golpe de estado por parte da direita que é submissa a interesses estrangeiros. Estamos confiantes de que a valiosa revolução bolivariana e o irmão Nicolás Maduro vão se impor a esse novo ataque do império.”outro texto, o presidente boliviano fez acusações os Estados Unidos, que, de acordo com ele, “busca provocar violência e morte na Venezuela, sem se importar com as perdas humanas”.

Cuba

Também nas redes, o mandatário de Cuba afirmou que os manifestantes têm como objetivo “criar ansiedade e terror”. “Rechaçamos esse movimento golpista que pretende encher o país de violência. Os traidores que se colocaram na frente desse movimento subversivo empregaram tropas e policiais com armas de guerra em uma via pública da cidade para criar ansiedade e terror”, disse.