Tropas russas bombardeiam escola de artes com 400 refugiados em Mariupol

Cidade tem sido fortemente atacada pelo exército inimigo nos últimos 10 dias; conselho da cidade diz que civis estão sendo levados para a Rússia contra a própria vontade

  • Por Jovem Pan
  • 20/03/2022 08h29
EFE/Galyna Balabanova Colunas de fumaça sobem de uma área residencial na cidade de Mariupol, no sudeste da Ucrânia Conselho Municipal diz que as vítimas do bombardeio não foram contabilizadas

As tropas russas bombardearam no último sábado, 20, uma escola de artes no no distrito de Livoberezhny, em Mariupol, na Ucrânia. Segundo o Conselho Municipal, cerca de 400 mulheres, crianças e idosos estavam abrigados no local. Sabe-se que o prédio foi destruído, e os civis ainda estão sob os escombros. O número de vítimas ainda é desconhecido”, informou o órgão. “As tropas russas fascistas continuam o genocídio do povo e dos civis ucranianos em Mariupol. Cada criminoso de guerra será responsabilizado por seus crimes contra a humanidade, contra o povo de Mariupol”, declarou o Conselho. A cidade de Mariupol está sendo fortemente atacada pelos russos nos últimos 10 dias.

Ainda de acordo com o conselho, civis estão sendo retirados do município e levados para campos na Rússia. “Os ocupantes retiraram ilegalmente pessoas do bairro da Margem Esquerda e de abrigos no prédio do clube esportivo, onde mais de mil pessoas (principalmente mulheres e crianças) se escondiam dos constantes bombardeios”. O conselho disse que os moradores foram levados para “campos de filtragem, onde os ocupantes verificavam os telefones e documentos das pessoas”. Depois, os moradores foram “redirecionados para cidades remotas na Rússia, o destino de outros permanece desconhecido”.

Pyotr Andryuschenko, assistente da prefeitura de Mariupol, afirmou ao jornal americano “The New York Times” que entre 4.500 e 5.000 residentes foram levados para a Rússia sem passaporte e contra a própria vontade. O assessor do presidente Volodymyr Zelensky, Olexij Arestowytsch, informou que o governo não tem capacidade de reforçar a defesa em Mariupol. “Não existe atualmente uma solução militar para Mariupol. Não é apenas a minha opinião, é também a opinião dos militares”, afirmou Arestowytsch. Segundo o assessor, as tropas ucranianas mais próximas estão a mais de 100 quilômetros de distância de Mariupol ou já envolvidas em combates com as forças inimigas.