Rússia fala em guerra pela primeira vez e analisa proibir que cidadãos de países ‘hostis’ acessem seu território

Sergey Lavrov não informou a quais nações a medida vai ser aplicada e disse que um encontro entre Putin e Zelensky será contraproducente

  • Por Jovem Pan
  • 28/03/2022 12h45 - Atualizado em 28/03/2022 12h50
SERGEI ILNITSKY / POOL / AFP Sergey Lavrov Sergey Lavrov afirmou que a possibilidade do conflito na Ucrânia escalar para uma guerra mundial não deve ser descartada

O chanceler russo, Sergei Lavrov, informou nesta segunda-feira, 28, que a Rússia está analisando proibir que cidadãos de países hostis acessem o seu território. “Estamos preparando um projeto de decreto presidencial para introduzir medidas de represália, no âmbito dos vistos, relacionadas às ações hostis de vários governos estrangeiros”, disse. Durante um comunicado, Lavrov também falou pela primeira vez em guerra – palavra proibida de ser utilizada para se referir a ‘operação especial’ de Putin. De acordo com Lavrov, os Estados Unidos estão travando uma guerra com a Rússia para prejudicar o país. O projeto que impossibilita que cidadão de países hostis entrem em território russo, prevê uma série de restrições. O chanceler não informou quais seriam e nem a quais países se aplicaria a nova medida. Entretanto, no começo do mês, Moscou divulgou uma lista de soberanias que classificou como hostis. Nela constavam: Estados Unidos, os membros da União Europeia, o Reino Unido, Japão, Canadá, Suíça, Taiwan, Coreia do Sul, Noruega e Austrália.

O chanceler russo também aproveitou o momento para sinalizar que uma conversa entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky seria “contraproducente” e estaria condicionado à adoção das exigências de Moscou nas negociações. “Putin disse que nunca rejeitaria um encontro com o presidente Zelensky, mas é necessário que este encontro seja bem preparado”, declarou. “O conflito na Ucrânia se agravou durante todos estes anos, muitos problemas foram acumulados”, acrescentou Lavrov e informou que um encontro entre os dois líderes para dizer o que cada um pensa, seria contraproducente.