Brasil e China lançam ao espaço mais um satélite desenvolvido em conjunto

Satélite Cbers-4A vai monitorar o desmatamento na Amazônia e fornecer informações para América Latina e África

  • Por Jovem Pan
  • 21/12/2019 06h00 - Atualizado em 20/12/2019 16h48
Divulgação/INPEO satélite Cbers-4A foi montado no Brasil

O sexto satélite desenvolvido de forma conjunta por Brasil e China foi lançado da base de Taiyuan, no norte do país asiático, ao espaço nesta sexta-feira (20).

Montado no Brasil, o Cbers-4A foi levado pelo foguete chinês Longa Marcha-4B e substituirá o Cbers-4, lançado em 2014, para melhorar a resolução dos sensores de dados remotos, segundo a Administração Nacional do Espaço da China (CNSA).

O Programa Cbers (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) é um projeto conjunto iniciado há mais de duas décadas que permitiu que ambos os países dominassem a tecnologia de vigilância remota com câmeras e sensores para a observação da Terra.

O programa, que oferece gratuitamente imagens de satélite a diferentes países da América Latina e da África, é considerado o maior programa de cooperação espacial entre países em desenvolvimento.

Através do Cbers, Brasil e China desenvolveram e lançaram com sucesso até agora quatro satélites (Cbers-1, Cbers-2, Cbers-2B e Cbers-4), aos quais pretendiam acrescentar o Cbers-3, que caiu no final de 2013 pouco depois de ter sido lançado e sem ter atingido a a órbita prevista.

O novo dispositivo foi projetado para fotografar, rastrear e registrar atividades agrícolas, desmatamento de florestas, mudanças na vegetação, recursos hídricos e expansão urbana com uma resolução muito mais alta do que os satélites anteriores.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as tecnologias do satélite sino-brasileiro são similares às dos programas de monitoramento remoto mais utilizados no mundo, como Landsat (Estados Unidos), Resourcesat (Índia) e Copernicus (União Europeia).

O Brasil usa as imagens de seus satélites para programas de monitoramento do desmatamento na Amazônia e para detectar incêndios florestais, entre outras utilidades.

*Com EFE